A surpresa

Balada Literária 2012

Por Luiz Schwarcz

aqui

Comments

There is 1 comment for this article
  1. MarcosSilva Oliveira 1 de Fevereiro de 2013 9:06

    LITERATURA E LOUCURA

    É preciso que vocês saibam. Durante o Século XX na Europa houve manifestos de arte pela liberdade. O Futurismo na Itália (1909) por Marinetti, O Surrealismo na França (Breton, Salvador Dali, Artaud) nos anos 20, o Dadaísmo na Pintura, O surgimento do Design, o desenho industrial, a propaganda de massas. No Brasil a Semana de Arte Moderna (1922), pôs abaixo todas as regras, o purismo da linguagem, a pintura deixou de valorizar a beleza e o gosto – e sim o ambiente, cores e formas. A liberdade no verso, as cidades planejadas e modernas, toda a arquitetura brasileira se revigorou, manifesto neo-concreto (Ferreira Gullar – “Superar o caráter unidirecional da linguagem, rompendo com a sintaxe verbal.”) poesia urbana e marginal:Ana Cristina César e Chacal (experimentação rítmica e musical) década de 70, os encontros de poetas, poesia visual e gráfica, Poesia-show: experimentações no romance anteriormente (Oswald de Andrade) “Memórias Sentimentais de João Miramar”, Mário de Andrade com “Macunaíma” (1928) crítica ao romantismo e propõe brasilidade, (o artifício do romance é a narrativa), a Bossa Nova – o cinema novo. Toda esta parafernália de produção artística visava a liberdade. A imprensa e o cinema, Roteiros de filmes publicados, a TV (distinção entre moderno e contemporâneo: transgressor/contido) 1)-Partiremos do principio de que vivemos a época do pós-tudo. O museu de grandes novidades – metáfora. 1)-Considero literatura o ato da leitura e escrita. Abordaremos poetas de outras épocas que visaram a literatura e loucura – lerei poemas para o público. Apresentarei o poema “pós-tudo” de Augusto de Campos, documento provável evento que estudo e o “Poema Bomba” feito com computadores na USP (1987). Vida de poetas na grande São Paulo: o artista multimídia. Apresentarei poemas concretistas que valeram a liberdade para a experimentação. O vale tudo da poesia. Em New York “Andy Warhol” com produtos mercadológicos de arte. 1)-A hipótese minha de relação entre literatura e loucura, foram as experimentações em todas as artes e a geração de obras literárias. Em nossa época geralmente os romances de sucesso são filmados. 1)-E que a nossa hipótese de trabalho é de que os poetas e escritores, romancistas, não conseguiam encontrar uma saúde adequada para suas vidas. Que a crítica literária tentou propor de viés e entrelinhas. Muitos perderam a vida. Geração beat e poetas beatnik’s americanos, romancistas como Scott Fitzgerald e a família, no Brasil: Clarice Lispector (1920-1977) com sua lucidez e serenidade. A saída louca para a vida de cosmopolita – cidadã do mundo. Ela em “A Bela e a Fera” (1979) livro de contos: indica o amor de uma mulher por escritor. A sua subjetividade e interioridade – a amedronta. Em “A Paixão segundo G.H.” (1964) a protagonista após incidente pessoal se inicia na aceitação da vida tal como ela é – apaixonante e de fundo existencial. A música com letra e a liberdade do rock, toda sorte de manifestos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP