A tamarineira do poeta

Estive lá. Era uma vontade antiga. Conhecer a Terra onde viveu o poeta de o “ Eu”! Livro extraordinário. Poeta de um livro só. Inclassificável. Todos os estilos em um único livro. Viveu rápido. Seu irmão ajudou a pagar a publicação da primeira edição de mil exemplares.

“Meu coração tem catedrais…”.

O engenho Pau d`Arco do poeta. Uma terra fértil de grandes engenhos. Lá viveram cinco mil homens. Sinto a nostalgia do povo. O povo que viveu uma grande época de prosperidade. O engenho. A casa grande. A capelinha do senhor do Bom fim Chupo um tamarindo centenário do poeta. Quase choro de emoção.

Converso com um ex- vereador que trabalha na casa- museu da ama do poeta.

Arvore genealógica e as muitas edições da rica fortuna crítica do poeta. O Eu e suas muitas edições. Converso com Sebastião. Ele que trabalhou no engenho e faz aniversário no dia do santo. Construiu uma réplica perfeita do engenho. Ofereceu uma cachaça do engenho Pau d´Arco. O ex- vereador mostra a sua obra. Uma parada de ônibus. Nem sei se ali naquela saudade passa ônibus.

A tristeza, sinto, no povo que lembra. O poeta ajuda colocar aquele lugar no mapa. Tudo gira em torno dele. Lugar mal sinalizado precisa de cuidados. Para subir na bela casa – restaurada da ama do poeta é difícil. Pode escorregar nas pedras lisas. Banheiro não há ali.

Compro o livrinho do Adauto Ramos falando do eleito paraibano do Século XX.

A paisagem é linda. Me despeço para breve voltar. Depois visito o Jardim de Academus onde existe uma bela exposição em homenagem ao poeta. Todos os livros e documentos. A cadeira da academia que pertenceu ao poeta. Um poeta do hediondo. “ eu sou aquele que ficou sozinho / contando sobre
ossos do caminho / a poesia de tudo quanto é morto”. Poeta plural.

Multifacetário. Eterno.

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