A Teta Assustada

Assisti ontem o filme peruano “A Teta Assustada”, em cartaz no Cinemark, e saí da sala matutando o porquê dele ter conquistado os prêmios de  Melhor Filme no Festival de Berlim  e no Festival de Cinema de Gramado em 2009. Além disso,  ainda ficou com mais dois dois prêmios em Gramado:  Claudia Llosa levou o Kikito como Melhor Diretora Estrangeira e Magaly Solier, que interpreta o papel da protagonista Fausta, levou o prêmio de Melhor Atriz Estrangeira.

Em Berlim, a diretora Claudia Llosa enfrentou alguns nomes de peso como Stephen Frears, François Ozon, Andrzej Wajda e Bertrand Tavernier. Dei uma conferida nos filmes que concorreram (aqui), para uma possível comparação, mas infelizmente não assisti nenhum.

Apesar dos prêmios, que certamente confirmam a qualidade do filme, mantenho a estranheza. Esperava bem mais para uma obra que conquistou premiações tão importantes. Achei o filme mediano. Muito estiloso para o meu gosto.

Fui encontrar a explicação – que assino embaixo – para a premiação na crítica escrita por Marcelo Hessel, no site Omelete (aqui), que resumo abaixo:

“É fácil perceber porque da premiação. Historicamente politizada, a Berlinale viu em A Teta Assustada um novo exemplar de cinema terceiro mundista que luta para se entender com seu passado recente de ditaduras e barbáries. Ao mesmo tempo, o filme de Claudia Llosa tem o tipo de exotismo formal e temático que encontra forte ressonância nos festivais de cinema europeus. A premissa em si já é um tanto pitoresca, mas a diretora a reforça via simbolismos, enquadramentos “artísticos” e narrativa fragmentada, dentro de outro modismo latino de montar um painel com pedaços de ação. Junte aí toda a pompa e a música que vem embutida em cenas de celebração popular e temos um filme que, apesar do tema forte, se fragiliza por trabalhar dentro de uma fórmula, a essa altura, já bem esgarçada”.

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