A trajetória do novo ganhador do Camões

Por Lilia Moritz Schwarcz
BLOG DA COMPANHIA

Hoje, dia 29, Alberto da Costa e Silva recebe o Prêmio Camões, o maior reconhecimento a um autor da língua portuguesa. Imortal da Academia Brasileira de Letras, Costa e Silva é especialista na cultura e na história da África além de ficcionista. Abaixo, leia a versão original do texto de Lilia Moritz Schwarcz publicado no último domingo, dia 26, no caderno Ilustríssima da Folha de S.Paulo.

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“Cuide bem de suas neuroses”. Esse foi um dos inúmeros conselhos que recebi do acadêmico, poeta, ensaísta, memorialista, historiador, africanista, diplomata e o mais recente ganhador do prêmio Camões: Alberto Vasconcellos da Costa e Silva, ou simplesmente Alberto, como gosta de ser chamado. Nessa ocasião, almoçava com ele no restaurante Villarino, localizado bem em frente à Academia Brasileira de Letras, espécie de quartel general de Alberto, a despeito de ele agir e andar por lá como se fosse um mero desconhecido; o que, com certeza, não é. Todos o chamam pelo primeiro nome, o saúdam na entrada e na saída, assim como empurram cadeiras para que ele possa melhor se locomover pelo local, que não é propriamente generoso nos seus espaços internos. O referido diálogo foi motivado por conta da tarefa, nada banal, de selecionar o prato que iríamos degustar no almoço. Alberto, que, como ele bem define, foi criado e mimado por mulheres, e assim ganhou um ar de “senhorzinho” sem casa grande, logo escolheu para nós dois: “Para ela o frango (que é o que há de melhor), para mim um salmão”. Frente a meu espanto, ele foi logo explicando: “Minha filha, não como nada que voe ou ameace voar”, e arrematou com a conclusão que dá início a esse artigo.

Pois Alberto da Costa e Silva é assim: sempre ele mesmo, cuidando bem de suas neuroses, dono de histórias impagáveis retiradas de causos da sua vida, de relatos de família, de episódios envolvendo políticos e personalidades que conheceu, ou colhidos nos inúmeros livros que leu e que, com sua erudição humanista, vem divulgando nas suas obras.

Alberto nasceu em São Paulo, em 12 de maio de 1931, mas ficou pouco na cidade. Filho de Creusa Fontenelle de Vasconcellos da Costa e Silva — mulher forte como, aliás, são todas na família –, seria ela a cuidar de boa parte da educação dos filhos. Seu pai, o poeta Da Costa e Silva (Antônio Francisco da Costa e Silva), foi também presença marcante e paradoxal para o filho. Nascido em Amarante, no Piauí, Da Costa e Silva publicou seu primeiro livro, Sangue, em 1908. Ele também foi autor da letra do Hino do Piauí, em comemoração ao centenário da adesão dessa província à independência do país, em 1823. Nas estrofes, o poeta saudava o “Piauí, terra querida, filha do sol do Equador”, lugar presente no imaginário do filho, que aprendeu a apreciar esse “céu de imortal claridade”.

Da Costa e Silva pertenceu à Academia Piauiense de Letras, na Cadeira 21, mas não conseguiu adentrar a carreira diplomática. Conta a lenda que a falta de sucesso do pai nessa empreitada teve causa, hoje, suspeita. Nos tempos do Barão de Rio Branco não havia concurso para ingressar na carreira, sendo a seleção feita por meio de uma entrevista pessoal. Era o barão quem conversava com os candidatos — em geral relacionados a famílias próximas, bonitos e fluentes em idiomas estrangeiros. Já Da Costa e Silva, apesar de exímio poeta, falhou no critério físico. Foi esse o veredito do Barão: “olha, o senhor é um homem inteligente, admiro-o como poeta, contudo não vou nomeá-lo porque o senhor é muito feio e não quero gente feia no Itamaraty”.

Entre 1931 e 1945, durante os anos de Getúlio Vargas, o pai serviu junto à Presidência da República e, com o novo cargo, a família passa a viver no Rio de Janeiro. Porém, uma estranha doença contraída por Da Costa e Silva mudaria o destino e faria com que todos fossem morar no Ceará, onde a mãe contava com o amparo familiar e levava consigo a aposentadoria do marido. O poeta praticamente parou de falar, desligou-se do mundo e se deixou ficar, na mesma poltrona, ausente do mundo dos outros. Já o menino, guardou a imagem desse pai, sempre em casa, com um livro nas mãos. Em certos momentos declamava poesias, em outros apenas folheava lentamente os exemplares alheio a tudo e a todos.

No primeiro volume de memórias de nosso autor, Espelho de príncipe (1994), conhecemos um pouco da infância do menino Alberto, em Sobral – cidade cearense em que morou até os 12 anos de idade. O relato chega até a adolescência do garoto, quando, já de volta ao Rio, descreve sua família, o colégio marista onde fez  amigos de vida inteira, registra as repercussões da Segunda Guerra Mundial, o Brasil da Revolução de 30, bem como as características desse mundo mais largo que passava a conhecer e desfrutar, na então capital do país.

Mais de dez anos depois, em 2007, Alberto publica um segundo volume de memórias. O novo título — Invenção de desenho — é quase uma brincadeira acerca do gosto por garatujas que herdou do pai. Nunca quis tomar aulas de desenho e sempre disse desconhecer “tal invenção”. Por isso achava que qualquer desenho não passava de uma cópia inspirada por outra mão. Esse é justamente o truque do memorialista, que faz do gênero uma prática dos outros. Por suas páginas desfilam intelectuais — Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Josué Montelo, Jorge de Lima, Lygia Fagundes Telles, Alceu de Amoroso Lima —, personagens e amigos, todos entrevistados pelo “repórter Alberto”.

O memorialista conta, como quem joga conversa fora, acerca de uma série de eventos políticos, todos lembrados com a mesma intimidade: Getúlio Vargas e seu suicídio, Juscelino Kubitschek e a crise da sua eleição; as revelações de Kruchev. Por meio de seus escritos de memória ficamos conhecendo melhor sua formação, as primeiras leituras de Manuel Querino e de Nina Rodrigues, sua guinada para o materialismo histórico, seu amor súbito por Deus; paixão que passadas duas semanas seria substituída por outras: Camus, Sartre, Marx do 18 Brumário, logo Nietzsche e ainda Freud. Isso sem esquecer do cinema, do teatro e dos suplementos literários.

Começava a se delinear, então, essa pena de estilo próprio e facilmente reconhecível. Por meio dela, diferentes personagens da nossa história são descritos a partir de marcas pessoais, perdendo a soberba para aparecerem como gente do seu tempo. O memorialista não os castiga nem os veste de piedade, apresentando diversas personalidades como parece que foram: contraditórias, exuberantes, mesquinhas ou visionárias.

Aliás, Alberto logo experimentaria nova carreira de escritor, como poeta e historiador africanista. Enquanto a faculdade de Direito se revelava uma decepção a ser percorrida como um fardo, a presença ausente do pai, que “morria mansa e serenamente, como mansa e serenamente passara os longos anos de exílio de si mesmo”, surge sempre como sensível melancolia. Diziam que o pai poeta “pusera em palavras uma lagartixa ou um caramujo como ninguém”, assim como descrevia um ipê ou uma queimada sem paralelo. Mas, vítima de uma “enfermidade sem nome”, que lhe tomou quinze longos anos, Da Costa e Silva viraria uma “casca vazia”. Talvez por conta da história do pai, Alberto sempre pareceu ter pressa. Tanto que publica, logo em 1957, uma antologia de lendas indígenas, preparada para o Instituto Nacional do Livro, assim como trata de reunir em livro os poemas do pai.

No entanto, talvez inspirado pelos heróis que lia nas suas obras de cabeceira, ou reconhecia em seu pai na poltrona, o jovem autor pareceu não se espantar ao saber que seu rito de passagem para a vida adulta se daria nos sanatórios de Campos do Jordão, onde sua alma conheceria a “sonolência e a preguiça”. Julgou que morreria cedo, como seus mestres românticos ou os personagens de T. Mann da  Montanha Mágica. Entretanto, como nada disso aconteceu, Alberto fez do exílio involuntário, dessa doença dos pulmões, um outro recomeço. Por sinal, foi por lá que conheceu sua musa Verinha, que naquela época também curava-se do mesmo problema de saúde. Vera tinha voz de soprano lírico, mas a doença a afastaria durante algum tempo do canto. Ela seria a companheira de vida toda e inspiraria um livro de poemas premiado, chamado Ao lado de Vera (1997).

Com os pulmões em ordem, Alberto volta ao Rio de Janeiro e se prepara para começar a “vingar o pai”, investindo na carreira diplomática. O aluno se forma pelo Instituto Rio Branco em 1957 e atua como diplomata em Lisboa, Caracas, Washington, Madrid, Roma, isso tudo antes de ser embaixador na Nigéria, no Benim, em Portugal, na Colômbia e no Paraguai. O diplomata ia, assim, construindo seu mapa interno e simbólico; particularmente marcado por sua experiência como embaixador em países africanos. A atuação nesse continente — local, a essas alturas, pouco disputado entre os demais diplomatas — lhe daria gás, experiência, erudição e sensibilidade suficientes para fazer dele um dos nossos grandes especialistas em África, que, sobretudo em sua época, era pouco conhecido e estudado entre nós. O desafio era de monta: “lidar com pessoas que muitas vezes parecem ver, ouvir, sentir e pensar diferentemente de nós”.

Seria esse olhar pousado sobre a “diferença” que formataria esse pensador original e atento a outras faces de uma mesma realidade. O diplomata se faria historiador e escreveria uma série de obras, hoje clássicas: A Enxada e a Lança: a África antes dos Portugueses. (1992); As Relações entre o Brasil e a África Negra, de 1822 à 1ª Guerra Mundial. (1996); 
A Manilha e o Libambo: a África e a Escravidão, de 1500 a 1700. (2002);Um Rio Chamado Atlântico. A África no Brasil e o Brasil na África (2003); 
Francisco Félix de Souza, Mercador de Escravos. (2004) e Imagens da África (2012). Nesses livros Alberto mostra a importância da diversidade cultural presente nos povos desse continente, as formas complexas de organização familiar e política dos nativos, os elaborados costumes religiosos, as engenhosas produções artísticas. Como demonstra de maneira clara, e não menos entristecida, essa inestimável riqueza humana e cultural seria em parte dizimada pelos horrores do sistema escravocrata, que acabou por marcar e estereotipar os povos africanos.

O fato é que o conjunto dos livros de história de Alberto da Costa e Silva mostra o vigor desse intelectual que explorou a história pregressa da África, reviu costumes, estudou a escravidão aqui e acolá, bem como seus traficantes — caso de Xaxá, talvez o maior de todos —, analisou as relações circulares entre os dois continentes, bem como suas influências recíprocas. Em seu texto “O Brasil, o Atlântico e a África no século XIX”, de 1989, Alberto fecha questão: “O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. Há comidas brasileiras na África, como há comidas africanas no Brasil. Danças, tradições, técnicas de trabalho, instrumentos de música, palavras e comportamentos sociais brasileiros insinuaram-se no dia-a-dia africano. É comum que lá se ignore que certo prato ou determinado costume veio do Brasil. Como, entre nós, esquecemos quanto nossa vida é impregnada de África (…) O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem. Afinal, sem a escravidão o Brasil não existiria como hoje é, não teria sequer ocupado os imensos espaços que os portugueses lhe desenharam. Com ou sem remorsos, a escravidão é o processo mais longe e mais importante de nossa história”. Como se pode notar, Alberto agrega competência literária ao texto de história, e escreve matéria acadêmica como poesia.

Ciente da nossa ignorância acerca desse continente, da onde veio parte significativa de nossa população nacional, nosso pesquisador atuaria em muitas frentes, recuperando valores comuns inscritos nos lugares mais insuspeitos. Mas também duvidaria das convenções. No seu livro Castro Alves, um Poeta sempre Jovem (2006), Alberto lê os poemas com a sensibilidade de quem entende do ofício, mas com igual desconfiança de quem conhece como ninguém os legados africanos. Tanto que desafia (e prova) que a África do autor de “Navio Negreiro” é antes um continente projetivo, mais próximo da visão romântica de Delacroix e dos orientalismos europeus, do que dos escravizados que o poeta podia encontrar nas ruas da Bahia. Irrequieto, quem sabe mirando o lado oposto e convexo de seu pai, Alberto também ensinaria África para as crianças em dois livros — Um Passeio pela África (2006) e 
A África explicada aos meus filhos (2008).

Reconhecido como nosso maior africanista, Alberto tem compromisso com a liberdade, não escrevendo sobre esse continente e acerca da escravidão por mera coincidência. No caso de Castro Alves, constrói um personagem ainda mais comovente quando inserido em seu contexto, que pedia um poeta capaz de denunciar injustiças e desacertos. O tempo do poeta pedia por liberdade., quem sabe aquela mesma que faz parte da pauta interna de Alberto, que defende autonomia como uma agenda pessoal.

Foi um tipo de aposta social semelhante que fez com que nosso autor encarnasse, junto com sua Verinha, o papel de tradutor das línguas e costumes dos locais onde atuou como embaixador. Tamanha coerência e compromisso acabou por incutir na família o prazer de servir ao país em lugares tão diferentes e tão comuns. Seus filhos, de uma maneira ou de outra, tal qual sina familiar, seguiriam-no ou ficariam por perto do Itamaraty. Elza Maria casou-se com João André Pinto Dias Lima, embaixador do Brasil na Nigéria. Antônio Francisco, embaixador na Jamaica, é casado com Sylvia Ruschel de Leoni Ramos, também ela diplomata. Pedro Miguel, o caçula, é casado com Ana Maria de Abreu Ladeira da Costa e Silva e serve como Ministro Conselheiro da Embaixada do Brasil no Canadá. Aliás, outra ocupação de Alberto é a de avô/ pai, com uma penca de netos disputando um lugar no apartamento do Rio de Janeiro; repleto de  máscaras africanas, livros, fotos dos países em que serviu como diplomata e quadros de pintores amigos. Cada canto com sua recordação.

Como cronista, Alberto publicaria O Quadrado Amarelo em 2009. Nesse livro, o africanista se faz intérprete social e recolhe telas, livros, poemas e romances, que vai delicadamente entrelaçando. Talvez a melhor definição desta obra esteja em uma de suas frases: “perseguir um texto no outro, reencontrar nesse autor outros autores”. Aquilo que nosso ensaísta alega encontrar nos “outros” pode ser também vislumbrado nessa sua obra de maturidade. Alberto da Costa e Silva é um colecionador de memórias afetivas, recheadas por romances eleitos, artistas consagrados ou populares, amigos ou desconhecidos. Escreve ele que “o desígnio de todo grande colecionador é formar uma antologia pessoal do mundo […] ou do fragmento de mundo que foi lhe dado viver”.

É possível arriscar que esse é o verdadeiro argumento não só desta coletânea de ensaios, como da obra de Alberto como um todo. Na capa da requintada edição, nota-se um despretensioso quadrado amarelo, disposto no lado esquerdo da imagem; retirado da obra de Waldemar Costa. Mas o amarelo que aparece bem à frente na capa é também o fundo que dá forma ao tocante retrato feito por Antonello da Messina. Conforme narra Alberto: “qualquer que seja o assunto, a extensão e a textura de uma prosa, é preciso nela descobrir o lugar perfeito para um quadrado amarelo”. A princípio desimportantes, título e capa indicam um método; uma forma  de olhar.

O lugar perfeito e a palavra justa são também desafios de Alberto, que é poeta de mão cheia, a exemplo do pai. São muitos os livros do poeta, mas talvez o mais conhecido, e aquele que ganhou um dos vários Jabutis que o autor recebeu vida afora, seja Poemas reunidos (publicado no ano 2000). Poetava Alberto em A linha da mão: “Respiro e vejo. A noite e cada sol vão rompendo de mim a todo o instante, tarde e manhã que são tecido tempo, chuva e colheita. O céu, repouso e vento …”

O poeta embaixador carrega, assim, uma valise cultural pesada — um “tecido do tempo, chuva e colheita”. Nascido em São Paulo quase sem querer, Alberto ganhou o mundo e fez da viagem, da história, da poesia e da memória “mala e passaporte”. Aí está um percurso construído a partir de muitos deslocamentos, não só geográficos como temporais e culturais. Segundo Fernando Pessoa “a memória e os poetas têm seus truques, e muitas vezes eles esquecem para melhor lembrar”. O poeta português tinha por hábito omitir de maneira inconsciente para depois citar, como o próprio Alberto volta sempre a seu pai, mesmo sem se dar conta. Basta dizer que foi eleito para a Academia Brasileira em julho de 2000, e assumiu a cadeira 9, em mais uma boa revanche familiar.

Não há como resumir uma obra de vida toda, como essa, feita de tantos livros, traduções, memórias, coletâneas, antologias, trocas intelectuais, políticas e afetivas. Impressiona que, como revela em seu ensaio chamado “Lembranças de Lagos”, Alberto nunca colecionou diários íntimos — guardou tudo na memória; único recurso, segundo ele, para garantir a permanência.

Disse Ortega que “a alma de um autor só é inteligível quando se confrontam suas palavras e obras”. Pensada nesses termos, a obra de Alberto da Costa e Silva mais se parece com uma estrada sem pedágios entre o intelectual e o habitante do mesmo e tradicional edifício no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Quem entra no apartamento de Alberto logo se depara com sua imagem inscrita nos objetos e artefatos acumulados. Visitar a Academia Brasileira ou participar de uma seção no Instituto Histórico e Geográfico é como tomar café na própria morada e intimidade de nosso autor. E é assim por todo lugar. Aliás, ler um livro de Alberto é como tomar um gole de cachaça, roubar do tempo, e degustar de uma boa prosa.

Grandes intérpretes do Brasil permaneceram boa parte de sua vida no exterior. Já Alberto da Costa e Silva viu de longe, mas voltou para se certificar de tudo, bem de perto. No seu retorno ao Brasil, inverteu o lado do binóculo, destacou o detalhe, pinçou o caricatural, deslocou o tempo e conferiu a tudo um sabor igualado com cheiro, textura e sensibilidade de poesia. Com vocês, o vencedor do prêmio Camões de 2014: “Um casulo de tempo, o centro e o sopro da cisma do outro ser que de mim fala e que, sonhando o mundo, em mim se acaba”.

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Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da USP, além de autora de O espetáculo das raças, As barbas do imperador (vencedor do prêmio Jabuti na categoria ensaio), D. João carioca (em coautoria com Spacca) e O sol do Brasil(vencedor do prêmio Jabuti na categoria biografia), entre outros.

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