A vergonha de Nelly

Em declaração hoje ao Novo Jornal, na reportagem “IMPRENSA VIGIADA – Movimento que tenta intimidar jornais e revistas é criticado por profissionais da área e presidente de Sindicato”, a presidente do Sindicato dos Jornalistas do RN, Nelly Carlos, diz que “se sente envergonhada pela forma como Lula vem tratando nossa categoria”.

Não atinei até agora a quem ela se refere com esse “nossa categoria”, talvez às famílias Mesquita, Civita, Frias e Marinho. Será possível?! Eu, pelo menos, não me senti contemplado com esse “nossa categoria”.

Mas não estranhei essa posição de Nelly, que vai de encontro ao posicionamento do secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas, José Augusto Camargo, que estava no ato realizado em SP e leu a nota que publiquei em post mais abaixo.

Esta não foi a primeira vez que a jornalista se posicionou favorável aos jornais. Na polêmica do debate na TVU (Programa Grandes Temas), na última eleição para prefeito de Natal, do qual participei, ela ficou do lado do Jornal de Hoje.

Não teve a delicadeza de me ligar para saber o que realmente tinha acontecido. E isso porque já fui ex-presidente do Sindjorn e integrei por duas vezes comissões de ética da entidade. Bancou a versão defendida pelo jornal

Essas posições políticas da presidente são muito preocupantes. Não sei se representam o pensamento de todos ou da maioria dos diretores do Sindjorn. Talvez o diretor Sérgio Vilar possa nos dizer alguma coisa sobre isso.

Sérgio que, por ironia do destino, também participou do debate Grandes Temas, hoje integra a Diretoria da qual Nelly é presidente. Na época, eu e ele fomos massacrados, acusados de conluio e censores pelos jornalistas que apoiavam Micarla de Sousa.

Sobrevivemos.

Eu tinha esperança de que aquele tivesse sido um fato isolado, um equívoco. Vejo agora, com a repetição do mesmo posicionamento, que me enganei. Lamentável.

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