ABL se prepara para levar obras ao Kindle

RIO – A Academia Brasileira de Letras (ABL) teve uma ideia que vai ajudar quem leu a palavra “ideia” e achou que ela ainda tinha acento. Desde a última quinta-feira, o site da ABL (aqui) traz uma versão para consulta online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) já com as mudanças trazidas pela reforma ortográfica, como a perda do acento acima.

A ferramenta online faz parte de um projeto maior de ampliação do acesso digital da população ao trabalho da ABL – que inclui a distribuição de Kindles para os acadêmicos, num teste que deve anteceder a passagem de obras deles para o formato desse aparelho de leitura digital.

O acesso à versão online do Volp já reformado se dá pelo próprio site da ABL. Nele, a pessoa clica na seção “Nossa língua” e, entre os itens que aparecerem, escolhe o “Busca no Vocabulário”.

– Tive essa ideia de internetizar o Vocabulário Ortográfico para fazer a ABL acompanhar a internet. É uma coisa necessária. Se você não amplia o acesso a um acervo, você o poda – afirma o presidente da ABL, Marcos Vilaça, para quem a Academia precisa assumir o compromisso de se tornar “uma instituição contemporânea”.

Nem bem começou, a ferramenta parece já fazer sucesso: no primeiro dia de funcionamento, o acesso foi tanto que ele ficou fora do ar, porque os servidores do site congestionaram, segundo a assessoria de comunicação da Academia.

Além dessa ferramenta online, a ABL tem outros projetos para aumentar seu contato com o mundo digital. Sessões da casa já podem ser assistidas em vídeo pela internet. Em janeiro, ela lançou um site comemorativo do centenário de morte de Joaquim Nabuco. E até março deve começar a distribuir Kindles aos acadêmicos.

– Vamos começar com uns cinco acadêmicos. Vou falar para eles: “Use e depois me diga o que achou” – diz Vilaça. – É um teste. Queremos levar a obra dos acadêmicos para o Kindle. Depois, vamos comprar mais aparelhos para distribuir a bibliotecas de áreas mais pobres.

Há cerca de um mês, a ABL também entrou no Twitter .

– Antes do carnaval, nosso Twiter estava tendo bastante acesso. Agora, caiu um pouco – conta Vilaça, e faz piada: – É porque é mais informativo, não faz fofoca… Se a gente quisesse fazer, até que tinha bastante, viu? Mas aí seria um projeto mais audacioso.

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