Adeus a Ledo Ivo

A primeira tradução em português de Rimbaud que li era de Ledo – uma edição conjunta de “Iluminações / Uma temporada no inferno”. Descobri Rimbaud, meio confusamente, através dele – a confusão era minha mesmo, eu tinha uns 16 anos. Depois, vieram traduções melhores mas é preciso reconhecer sua ousadia pioneira.

Dominava a língua de maneira meio dura, em meu entendimento. Não direi que escrevia mal. Sinto falta nele de um fogo que Cecília Meireles, para citar uma escritora de linguagem muito clássica, oferecia (e continua a oferecer) aos montes.

Penso que existem muitos gêneros de Poesia, não vale a pena ignorar ou estigmatizar qualquer um deles. Dentro de cada gênero, tem gente muito boa e gente menos expressiva. Considero Ledo menos expressivo, isso não é crime.

É uma pena que a grande Imprensa não saiba direito quem foi ele, apenas indica limitações do jornalismo em curso. Luís Carlos Guimarães, infinitamente melhor que Ledo, quando morreu, não foi notícia na grande Imprensa nacional.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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