Adeus Zé, Saudades

Qual aquele que ao se despedir não mata a gente um pouquinho mais. E quando é um monstro sagrado do teatro deixa uma legião de órfãos.
Mais que as palavras que dizem pouco nesse momento o sentimento do dever cumprido. Obrigado Zé Wilker. Se prepare que vou te usar!
O exemplo. O mestre que deixou a sua marca em inúmeras peças, filmes, direção e textos.
Foi um dos maridos da senhora Dona Flor.
Em bye bye Brasil percorreu esse imenso país com sua multiplicidade e riqueza cultural.
E assim como barcos que se separam quando estavam ancorados no mesmo cais. Despedimos mas ficamos com sua arte representando a todos nos.
Vários séculos de paixão encenados numa fértil vida. Paixão de representar. A magia de uma bela voz tentando construir uma verdade. Representação de realidades de um pais continente e suas enormes contradições.
A vida que passa como o movimento dos barcos, e dizer: valeu Zé.
Muito obrigado por tudo.

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Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Marcos Silva 7 de abril de 2014 7:57

    Bonita evocação.
    Bye bye Brasil é um momento especial de cinema. Além da excelência de Wilker,o diretor tira leite de pedra em se tratando de Fábio Jr e Betty Faria (a última sempre muito bonita mas meio porta). A música é muito boa. E o significado geral é forte – o Brasil não era mais o de antes. Mas o de antes não merecia simplesmente a lata de lixo – as belíssimas cenas de “O ébrio” sendo projetado e do aparelho de tv em praça pública explodindo.
    Gosto muito do bordão de Lord Cigano: “Para Vigo me voy”.
    Outras terras, outras gentes.
    Merece ser revisto em dobradinha com outro belo filme do mesmo diretor, “Quando o carnaval chegar”. Bye bye Brasil é o carnaval chegado.

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