Adriano Adriático

Adriano se perdeu em sua Veneza interior. Adriano, o imperador? Aquele de Roma? Ou aquele jogador? Ou aquele poeta potiguar? Dizem que no pós-modernismo a referência se recria.

Então prefiro o poeta de Alexandria. Cidade do interior do Rio Grande do Norte. Eu nunca estive lá. Qualquer dia vou bater lá. Não vou bater à máquina, pois agora todos usam computador. Nem vou bater em ninguém. Nunca fui de brigar. Só vou bater lá.

A língua portuguesa tem dessas coisas. E meu espírito aventureiro também. Um dia eu estava na estrada de Mossoró para Natal e ao avistar uma serra resolvi entrar. Só pra ver onde ia dar. Só pra ver e sopra o vento.

A língua portuguesa tem dessas coisas. E meu espírito aventureiro também. Então entrei naquela estrada só pra ver onde ia dar. Deu em Santana do Matos. O vento não soprou, mas a serra é bonita.

A geografia tem dessas coisas. E eu pensava que era Santana dos Matos. Mas parece que nesse Mato não tem cachorro, e sim tem uma pessoa historicamente importante: o português Manoel José de Matos.

A história tem dessas coisas. Talvez o jornalista Tácito Costa possa me explicar. Ele é de lá. Eu queria ser de nenhum lugar. E eu entrei nesse improviso só pra ver onde ia dar.

Meu texto tem dessas coisas. Um texto sobre Adriano Adriático que se perdeu em sua Veneza interior. Um texto filho do trocadilho e da aliteração. Mas filho porque qui-lo. Eu gosto.

Minha poesia tem dessas coisas.

Poeta, cineasta, vocalista, performer e arquiteto [ Ver todos os artigos ]

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