Afago no Mar é o novo single de Rousi Flor de Caeté

Fotografia: Gustavo Matos

Afago no Mar foi lançado no último domingo (06), data do seu aniversário de Rousi, em uma live em seu perfil do Facebook.

O single conta com a produção musical de Ceci Medeiros, cantora e preparadora vocal em Olinda, e traz como intérpretes a própria artista, a instrumentista Natália Gonçalves  e o percussionista pernambucano Jerimum de Olinda.

A música Afago no Mar foi criada no contexto da contaminação do mar pelo derramamento de óleo, durante a limpeza das praias pela população e apela pela preservação dos recursos naturais.

“As águas são temas predominantes em minhas composições: rios, mares, chuvas, cachoeiras. Na Terra predominam as águas, em nosso corpo também e por ter tanta consciência disso, a necessidade de desterritoralização em mim é uma constante e isso também está presente em minhas canções e em meu movimento como artista, saindo sempre de uma cidade para outra, de uma linguagem para outra. Aprendi isso com Civone Medeiros, poeta potiguar que é uma das minhas grandes inspirações”, diz Rousi.

Em meio ao Isolamento social, a artista, que mora em Olinda, está em Natal, onde morou muito tempo e iniciou o seu trabalho.

Produtividade na pandemia

Ainda em Natal, até que se normalize de fato a vida cultural, a artista segue finalizando produções.

Recentemente distribuiu o single Viramundo, nas plataformas de streaming, lançado em 2018,e lançou um livro sobre resiliência de professores.

Ela se dedica, atualmente, às novas composições e  aos estudos sobre resiliência artística.

“Falamos muito em arte local para criar uma identidade, acho isso importante, mas o apego a essa localidade, a meu ver, pode enfraquecer as possibilidades discursivas, prender o processo criativo aos códigos desse grupo. Não falo sobre ter referência, mas sobre a construção de uma arte apenas em torno desta referência”.

“Talvez eu escolha falar sobre as águas porque  a ganância do ser humano ainda não conseguiu se apropriar do oceano da forma como  gostaria e espero que nunca consiga. O Mar ainda ameaça o poder de propriedade sobre as terras, porque ele pode se rebelar e devastar tudo o que ilusoriamente se conquistou, por isso, precisamos cuidar muito bem dele, respeitá-lo, Abraçar o mar e todas as nossas águas, quem sabe assim não adquirimos mais fluidez para viver e tolerar, quem sabe se tivéssemos mais consciência sobre sabedoria das águas não teríamos menos guerras?”

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