Agora, serão dois encontros de escritores

O Encontro Nacional de Escritores (ENE), promovido pela Funcarte, que deveria ter ocorrido em novembro do ano passado, com outro nome (Encontro Lusófono de Escritores – ELE), e findou sendo transferido para este mês, desta vez sem nome definido, foi mais uma vez adiado. Ficou, agora, para o final de abril. Não importa muito. O certo é que um dia ele (ou ene) acontecerá.

Mas a boa notícia não acaba aí. A Prefeitura de Natal acha pouco realizar apenas um encontro de escritores este ano e anuncia que serão dois. Um agora no final de abril e outro em novembro, abrindo o circo, digo, círculo natalino. Esse de novembro será um “negócio maior”, segundo me informa uma fonte credenciada, com apoio da Prefeitura de Lisboa e da UCLA (?).

Talvez isso signifique que o presidente da Funcarte finalmente parou de andar.

Eu preferia que a Prefeitura resolvesse primeiro outros “negócios menores” para depois partir para esses “maiores”. Como, por exemplo, pagasse o salário do jardineiro da praça onde caminho diariamente. Há poucos dias, no meio da minha caminhada, ele me abordou para dizer que estava sem receber o salário e que iria parar o serviço. O que de fato ocorreu, a praça está abandonada. Como de resto a cidade, nenhuma novidade nisso.

Pelo menos o jardineiro não pode acusar a prefeita de discriminação. A PM não paga há muito tempo a quase ninguém, aí incluindo ricos, remediados e pobres. O ‘quase’ aí atrás é porque sempre se acha um jeitinho para adoçar a boca de alguém mais chegado, da casa, como se diz popularmente.

Pelo menos a prefeita poderá dizer que faz uma administração “socialista”, visto que o calote atinge xarias e canguleiros (versão local de gregos e troianos).

Aguardemos, pois, o “negócio menor”, já em abril, e o “negócio maior” em novembro. E que venham também as edições atrasadas da Brouhaha, dos prêmios de Poesia Othoniel e de Prosa Cascudo, entre outras promoções interrompidas pela atual administração.

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