Águia

águia

Rugas em minha pele
Desenham com tinta sangue, agonias tatuadas.
Navalha fria, corta-me.
A carne inteira geme, anseia sorriso.

Sou a velha águia que retira-se.
SOU
O cão largado no inútil e solitário uivo
Na escuridão dos sem aurora que os acuda.

Cio de cobra ………………..
Ciciar de cigarra. . . . . . .
Piar de ave noturna não é cantar.
É lamento.

Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 25 de julho de 2014 15:29

    belo poemas, gostei especialmente do verso “Na escuridão dos sem aurora que os acuda”. A tensão entre dor e força merece especial destaque.

  2. Danclads Andrade 24 de julho de 2014 17:07

    “O cão largado no inútil e solitário uivo
    Na escuridão dos sem aurora que os acuda”.

    Gostei do poema todo, mas esta parte acima me chamou mais a atenção. O poema é direto, sem floreios, objetivo, além, também, de ser reflexivo.

    Aplausos!

  3. Jarbas Martins 24 de julho de 2014 15:29

    Bom poema.

  4. thiago gonzaga 24 de julho de 2014 13:58

    Gostei desse poema.
    Reflexivo.

  5. Anchieta Rolim 24 de julho de 2014 11:53

    “… Piar de ave noturna não é cantar.
    É lamento.” Maaassa!!!

  6. Oreny Júnior 24 de julho de 2014 9:28

    ai, sentí a bicada do carcará
    belo poema
    abração

  7. Leandro 23 de julho de 2014 21:11

    Ednar,

    Esse é o tipo de poema , na qual, se fosse escritor gostaria de escrever,
    Tudo que tenho lido ultimamente é uma leitura difícil, fico feliz quando vejo algo sem aquelas
    palavras esdrúxulas, porém entendo perfeitamente as mesmas.

    Queria dizer somente que admiro o que tem escrito , chega a me fazer feliz de morar por aqui.

    Abraços.

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