Ainda Monteiro Lobato

Caro André, Marcos Silva e colegas.

“Para contar que sou Negro, moro fora do Pais, li o livro hoje aos 44 anos e me senti desconfortável” (sic). André Costa.

Obrigado pela leitura do meu texto. Legal você fora do nosso país, feito em grande parte pelos negros, participar desse debate que já dá mostras de um esgotamento; seja pela argumentação de preconceito seja pela tentativa de proibição de uma obra de arte.

Sendo assim muitos objetos de artes não existiram. Não existiriam os homens feios. as mulheres gordas, os loucos, etc. Não tem sentido essa proibição. O negro é belíssimo.
No movimento docente um professor negro questionou quando alguém falou de um tempo negro, referindo-se á ditadura. A noite é negra e a natureza é bela.

Monteiro Lobato ensinou o Brasil a ler. Foi um grande intelectual, empresário e editor.
“A história lida com sistemas de representações que diferem para cada indivíduo” e o negro, responsável em grande parte pela mais bela música dos EUA e pelo samba brasileiro, faz parte dessa bela história.

Ao escritor cabe da forma mais livre possível a construção dos signos e representações.
A leitura é uma aventura individual. Aprendi a amar o Quixote com Monteiro Lobato e ficaria muito triste se meus filhos e netos não pudessem ter a mesma alegria que tive na minha meninice “livre filho de montanha” como deve ser a literatura e as artes.

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