Ainda o espigão da ZN

Faz alguns dias, escrevi matéria para o Diário de Natal, a respeito da iminência da construção de mais um prédio ferindo a paisagem de Natal, particularmente o da visão da Zona Norte a partir do Canto do Mangue – “uma das mais belas silhuetas de Natal”. Desta vez, a construção também interferia na história da cidade por ter morado no local, no Alto da Torre, as tribos indígenas Potiguaras e os nossos principais heróis indígenas: Felipe Camarão e o seu pai, Potiguaçu. Pois recebi o comentário a respeito, do leitor que assina Carlos Magnus Reis Câmara, publicado em meu blog, hospedado no portal DnOnline.

Segue:

E o pior é que Natal é a terra de Luiz da Câmara Cascudo, um dos maiores historiadores, etnólogos, escritores e folcloristas do mundo. Mas, o que a gente pode esperar de uma Cidade e/ou Estado que troca o nome do município de Parnamirim, nome dado pelo indígnas e mundialmente conhecido por causa de sua importância na II Grande Guerra Mundial, sem sequer fazer um pebliscito? Que todos os dias trocam nomes de ruas, avenidas, becos, travessas, etc., para colocar nomes de pessoas que ninguém no local sabe quem é ou quem foi. Que permite a construção de lindos e luxuosos espigões “no pé” do Farol de Mãe Luíza e que tirou a visão privilegiada que a gente tinha dele lá da balaustra da Ladeira do Sol? Que acabou com a paisagem que se tinha de toda a orla marítma, da Praia de Miami até a Praia do Forte olhando-se do morro de Mãe Luíza? Como devem estar sentindo-se o espírito de Câmara Cascudo, Poti e outros? E pessoas importantíssimas como os Professores Deífilo Gurgel, Tarcísio Gurgel, Iaperi Araújo, Manoel Onofre e todos os outros amantes dessa linda terra, que Graças a Deus, como todos os bons nordestinos ainda resistem a tudo isso. Abraços e “Feliz Natal Pra Todos” (esta deveria ser a saudação de todos os natalenses a quem nos visita, mesmo em qualquer dia do ano).

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