Alda Espírito Santo

“O escritor angolano Pepetela considerou a morte da poetisa são-tomense Alda Espírito Santo uma “grande perda” para a literatura de língua portuguesa e uma “enorme perda no campo dos afetos”.

Alda Espírito Santo, que morreu na terça feira em Luanda aos 83 anos, foi, para Pepetela, “através da sua poesia”, alguém que soube, num tempo importante, “apontar o caminho aos mais novos”.

“A Alda Espírito Santo foi, num determinado momento (anterior às independências dos países de língua portuguesa), das poucas pessoas que já sabia o caminho a seguir, porque, sobretudo através da poesia, ia indicando aos mais novos qual era o caminho, o caminho da luta, da dignidade dos povos, da independência”, notou Pepetela.

O autor de “O Quase Fim do Mundo” acrescentou que a poetisa são-tomense “manteve sempre essa postura”, quer como autora, mas também depois como política, quando foi Presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe ou quando fundou a União dos Escritores e Artistas.

“É um dia triste para todos nós”, sublinhou, acrescentando que partilha da opinião do poeta português Manuel Alegre quando afirmou que a poesia de Alda Espírito Santo foi “fundadora das nacionalidades africanas, de uma ideia de nacionalismo”.

“Perde a literatura de língua portuguesa uma grande figura e perdemos todos no campo dos afetos. Era também uma grande amiga dos angolanos (…) perdemos todos”, disse.

Alda Espírito Santo, figura de primeira linha na luta pela independência são-tomense, morreu na terça feira, em Luanda, aos 83 anos.

Nascida em abril de 1926, Alda Espírito Santo, também conhecida por Alda Graça, foi educada em Portugal e é uma figura emblemática da luta pela independência de São Tomé e Príncipe. Foi pela causa nacionalista que interrompeu os estudos universitários.

Depois da independência, manteve-se como destacada figura política, desempenhando cargos de ministra da Educação, da Cultura e da Informação, de deputada e de presidente da Assembleia Popular”.

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