Além dos clássicos…

Anthony Perkins e Orson Welles, em O Processo (1962)

Por Sergio Vilar

Li todo o belo texto de Carlão e me confortei no comentário de João da Mata: “Alguém disse que a vida é curta para ler além dos clássicos”.

Leio tantos comentários de leitores de minha geração acerca dos escritores atuais. Fico perdido, desinformado. Meu pouco tempo de leitura é dedicado aos clássicos.

Na música, a mesma coisa. Nesta seara ainda procuro acompanhar alguma coisa pelos links enviados via twitter. É mais fácil. Hoje mesmo vi um clipe excelente do Black Keys, enviado pelo jornalista Hugo Morais.

Mas o que pesquiso e procuro conhecer e entender são os clássicos da música. Até na música clássica tento me enveredar e nem consigo.

Por vezes sinto falta da literatura de meu tempo; “literatura contemporânea”. E tento amenizar com a poesia, também mais fácil de pescar quando o tempo é pouco.

A angústia bate, às vezes. Morrerei em 2012 sem conhecer a ficção do século 21? E lembro que sequer li O Jogador (Dostoiévsky) ou mesmo O Processo (Kafka) – ambos em minha estante.

Meço, então, as perdas e tiro a conclusão: sou mesmo um dinossauro, como me classificou o grande Chico Guedes quando quis malhar do meu desconhecimento com as ferramentas do twitter. Mas conheço a ficção de meu tempo pelas mesas de bar e cenas da esquina. Fico com os clássicos para viajar a outros tempos, me iludir. A ilusão é o elixir da vida!

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