Alexandre Santos lança cordel em homenagem ao poeta Zé Limeira

Jornalista Alexandre Santos lançou “O dia em que entrei na brincadeira do poeta Zé Limeira”, 48 estrofes em homenagem ao ‘poeta do absurdo’, paraibano considerado um dos maiores repetistas da história.

É o primeiro cordel de Alexandre Santos que, em 2010, recebeu das mãos da então ministra da cultura Anna Buarque de Holanda o Prêmio Patativa do Assaré para produção do documentário Cordelíricas Nordestinas, o que permitiu adentrar durante dois anos no universo da literatura de cordel.

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“ O Prêmio foi importante por possibilitar a nossa equipe um contato direto com os artistas populares e mesmo durante a pesquisa eu pude conhecer o trabalho do poeta Zé Limeira que ficou conhecido através do livro publicado pelo jornalista pernambucano Orlando Tejo, a partir daquele momento me apaixonei pelo modo surrealista do poeta”, diz Alexandre.

O jornalista tem contato com cordel desde a infância, quando a linguagem rítmica e rimada chamou sua atenção como um meio auxiliar para desenvolver o hábito pela leitura. “Sou um amante da cultura popular, quando criança adorava ir pra feira ouvir os cordelistas, emboladores e repentistas e foi em meio a este universo popular que tomei gosto pelos folhetos e para minha sorte eu tinha acesso aos cordéis que minha irmã colecionava e guardava em uma mala”. Confessa Alexandre Santos.

Mas foi somente em 2015 que Alexandre iniciou a escritura do cordel: “Comecei a entrar na brincadeira de misturar a história, vultos e personagens e fiz cerca de trinta estrofes e deixei parado. Ano passado terminei o cordel que ficou com 48 estrofes, aproveitando a reclusão imposta pela pandemia e tomei coragem para inscrever no edital de publicações da Lei Aldir Blanc do Governo do Estado. O projeto foi aprovado para minha felicidade e agora estou disponibilizando gratuitamente o resultado”.

Além de relacionar vultos históricos em situações inimagináveis, o cordel “ O dia em que entrei na brincadeira do poeta Zé Limeira” também traz referências locais sempre de forma bem humorada como na estrofe em que Osama Bim Laden teria se escondido por estas bandas:  “Bin Laden já se escondeu / pras bandas de Caicó / passou quase cinco anos / no Vale do Piancó / e viram ele pescando /  piaba no Piató”. Ou mesmo na estrofe em que o Rio Mossoró é invadido pelos americanos:” Invadiram sem sucesso / nosso Rio Mossoró / toda a tropa americana / chegou aqui sem ter dó / mas ficou tudo atolado / com lama no mocotó”.

O cordel foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

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