Algo que disse Schopenhauer (Parerga und Paralipomena)

Considero o trecho abaixo mais do que importante, mais do que perfeito como contribuição às atuais reflexões.

E não sou eu quem palpita aqui. O texto foi escrito por um tal de Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860).

Conhecem?

Vamos logo às palavras do filósofo, que o tempo é fugaz:

“A liberdade de imprensa que foi finalmente alcançada na Alemanha, para em seguida sofrer o abuso mais indigno, deveria pelo menos ser condicionada por uma proibição de todo e qualquer anonimato e do uso de pseudônimos. Desse modo, cada um que declara algo publicamente, por meio do porta-voz de longo alcance que é a imprensa, seria responsabilizado ao menos com sua honra, caso ainda possuísse alguma; se não possuísse, seu nome neutralizaria o seu discurso. Usar o anonimato para atacar pessoas que não escreveram anonimamente é evidentemente desonroso.” (negritei).

(in A Arte de Escrever, tradução e organização por Pedro Süssekind, Porto Alegre: L&PM, 2005, págs. 74/75).

E olha que as palavras aí citadas foram escritas em 1851. Bem longe desta época internáutica, portanto.

Essa “Arte de Escrever” compõe, na verdade, uma obra mais ampla, denominada Parerga e Paralipomena – escritos filosóficos menores (Parerga und Paralipomena. Kleine philosophische Schriften, no original em alemão).

Deveria servir de lição, marco e guia para todas as boas escolas de jornalismo e redações do mundo. E eu não consigo engolir o contrário da assertiva, que considero de qualidade singular e insuperável.

Concordam?

Discordam?

Assunto para o 1º de abril que chega…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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