“Alter ego” de Bergman, ator Erland Josephson morre aos 88

Foto: Kerstin Carlsson-2006/Reuters

FSP

O ator sueco Erland Josephson morreu  ontem (26), aos 88, num hospital de Estocolmo. Ele tinha doença de Parkinson.

Josephson foi parceiro de Ingmar Bergman (1918-2007) em vários de seus filmes e chegou a ser reconhecido como uma espécie de alter ego do diretor. Eles se conheceram no teatro, nos anos 40, e filmaram juntos até os anos 2000, em “Sarabanda” (2003).

Outras obras importantes de Bergman, como “A Hora do Lobo” (1968), “Gritos e Sussurros” (1972), “Cenas de um Casamento” (1973), “A Flauta Mágica” (1975), “Sonata de Outono” (1978), “Fanny e Alexander” (1982), também contaram com a atuação de Josephson.

O ator trabalhou também com Andrei Tarkovski, Philip Kaufman (“A Insustentável Leveza do Ser”, 1988) e Peter Greenaway (“A Última Tempestade”, 1991).

Josephson também escreveu contos, peças de teatro e poesia. Dirigiu o Real Teatro Dramático da Suécia e presidiu ao Instituto de Cinema do país.

Outro lendário ator de Bergman, Max von Sydow, que também atuou em “A Hora do Lobo”, concorre neste domingo ao prêmio de melhor ator coadjuvante por “Tão Forte e Tão Perto”.

Comentários

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  1. Laurence Bittencourt 27 de fevereiro de 2012 11:33

    Ingmar Bergan foi um dos mais brilhantes cineastas de todos os tempos. Sempre que posso revejo alguns dos seus filmes que tenho hoje na minha diminuta filmoteca. O filme The Touch traduzido no Brasil como a “A hora do amor” é imperdível para quem gosta de grande arte. Bergaman conhecia como poucos a natureza humana naquilo que ela tinha de mais recôndita. Um gênio. Gosto de Erland Josephson (judeu) atuando nos filmes de Bergman, mas também de Max Von Sydow.

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