Amor sem escalas


Me venderam Amor Sem Escalas como comédia romântica. Não é. O vi várias vezes nas prateleiras. O título desviava meu olhar todas as vezes. Indicado ao Oscar, fui atrás. Descori que nada tem a ver com amor. A solidão é o foco. Descobri que o diretor, Jason Reitman, é o mesmo de Juno. Também que o ótimo roteiro é baseado em um livro escrito em 2001. Ainda assim pensei em um filmezinho aparentemente bonitinho, certinho, simplezinho e com aquele final romanticozinho. Também não é. Amor Sem Escalas é despretencioso – um filme de diálogos. George Clooney está excelente. A direção dá ao filme uma cadência tranquila, sem sobressaltos despropositados. A trilha sonora também se destaca. E aquele finalzinho romanticozinho, na verdade, consegue remoer alguma coisa deste cotidianozinho besta, desta cegueira existencial, desta vidinha amorfa, sem graça.

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