Anacronismos como licença poética (Cruz e Souza – O poeta do Desterro)

O Historiador Fernando Novais (foto), na época em que se comemoravam os 500 anos de “descobrimento do Brasil”, concedeu duas entrevistas, comentando o tema específico daqueles festejos e problemas gerais do conhecimento histórico[NOVAIS, Fernando. Folha de São Paulo. São Paulo, 24 de abril de 2000.IDEM. Teoria & Debate. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 6, abril/junho de 2000.]. Na mesma época, ocorreu o lançamento do filme Cruz e Souza – O Poeta do Desterro, de Sylvio Back.

Nas entrevistas, Novais – autor de um muito importante estudo sobre o fim do vínculo colonial entre Portugal e Brasil, além de diretor da coleção “História da Vida Privada no Brasil”[ IDEM. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1992. A coleção é composta pelos volumes: SOUZA, Laura de Mello e (org.). Cotidiano e vida privada na América portuguesa. Edição citada. ALENCASTRO, Luiz Felipe de (Org.). Império: a corte e a modernidade nacional. São Paulo: Cia. das Letras, 1997   (História da vida privada no Brasil – 2). SEVCENKO, Nicolau (Org.). República: da Belle Époque à era do rádio. São Paulo: Cia. das Letras, 1997   (História da vida privada no Brasil – 3). SCHWARCZ, Lilia Moritz (Org.). Contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Cia. das Letras, 1998   (História da vida privada no Brasil  – 4)] – deu especial ênfase ao problema do anacronismo, que identificou na própria noção de “descobrimento do Brasil”, e também na Historiografia que aborda a chegada portuguesa à América como início da História do Brasil, ou que considera a Carta de Pero Vaz de Caminha certidão de nascimento do país. Argumentou que, antes do século XVIII, “brasileiro” não designava uma nacionalidade, e sim quem comerciava pau-brasil. Nesses termos, falar em Brasil e brasileiro, abordando períodos anteriores a este último, não passa de banal anacronismo.

Uma cena do filme de Back apresenta grupo de sorridentes travestis, durante a declamação da “Litania dos pobres”, de Cruz e Souza, situação coerente com a poética geral daquela obra cinematográfica. Mesmo tuberculoso, e até depois de morto, o poeta foi apresentado bonito, forte, elegante, sedutor. No epílogo do filme, aparece uma escola de samba em desfile, cujo enredo homenageia Cruz e Souza, e o ator Kadu Carneiro, que o representa, na cena final, desfaz postura e expressão facial de destaque em evento daquela natureza. Essas construções de imagens críticas (sem submissão à mimese) foram recurso narrativo muito usado pelo diretor.

Os travestis contribuem, ainda, para realçar alguns temas daquele poema: se “Os miseráveis, os rotos, / são as flores dos esgotos”, é possível concluir que esses personagens do poeta não são os esgotos, que os esgotos são os outros. Na condição de “sombras de sombras mortas”, também se diferenciam dessas últimas. Ao mesmo tempo, denunciam-lhes presença, forma e função originária[CRUZ E SOUZA, João de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1961].

Como aqueles travestis não aparecem trajados de pobreza, antes brilham pelas cores dos figurinos e pela esfuziante alegria (“Parece que em vós há sonho / e o vosso bando é risonho”, conforme o poema indicado), a abertura de significados, nas palavras do poeta, fica ainda mais patente: muito são os miseráveis, em número e identidades. Roupas e adereços dos travestis introduzem uma dissonância na temporalidade filmada: são claras figuras do fim do século XX, quando o filme foi feito, e não do tempo que lhe serve de referencial, 100 anos antes, embora o diretor tivesse competente assessoria histórica de Iaponan Sores e Uelington Farias Alves. É um caso de anacronismo em arte como licença poética, declarando, simultaneamente, o tempo de onde se fala.

Fernando Novais é justamente considerado um dos mais importantes nomes da Historiografia brasileira. Junto com Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faleto, ele foi citado, por José Arthur Giannoti, como autor de trabalho significativo centrado na noção de sistema[GIANNOTI, José Arthur. “Recepções de Marx”. Novos Estudos. São Paulo: Cebrap, 50, março de 1998, pp 115/124.O livro referido de Cardoso e Faleto é: CARDOSO, Fernando Henrique e FALETO, Enzo. Dependência e Desenvolvimento na América Latina. São Paulo: Zahar, 1970]. A tradição marxista foi lembrada por Novais, na entrevista para Teoria & Debate, tanto na discussão sobre anacronismo – sintetizando argumento do historiador francês Lucien Febvre[FEBVRE, Lucien. Le Problème de lIncroyance au XVIème. Siécle – La Religion de Rabelais. Paris : Albin Michel, 1947] – como, mais indiretamente, na evocação de Frei Vicente do Salvador (a Economia colonial sendo “uma produção simples de mercadorias com acumulação primitiva de capital comercial autônomo”)[DO SALVADOR, Frei Vicente. História do Brasil. São Paulo: Melhoramentos, 1965].

A última passagem, junto com a conclusão de Novais “Somos um povo de macunaímas!”, pode ser encarada, também, como sublimes anacronismos: aquele religioso e historiador do período colonial fez a crítica da Economia Política avant la lettre; uma historiografia brasileira (Frei Vicente do Salvador, século XVII) apareceu antes do Brasil (final do século sguinte) e teve por sucessores representantes de “regressões regionais”; Mário de Andrade inventou, em 1928, o que sempre fomos e seremos – heróis sem caráter, segundo a rapsódia Macunaíma. Noutro trecho da entrevista a Teoria & Debate, Novais declara cometer “conscientemente um anacronismo”: aponta um possível diálogo entre a carta de Caminha, o livro O Capital, de Karl Marx, e o livro Ensaio sobre o Dom, de Marcel Mauss.

Essa mescla com o objeto conceitual de sua crítica – o anacronismo – não se constitui, todavia, em erro ou contradição linear: antes, é recurso retórico, bem empregado, que convida a pensar sobre a contaminação entre conceito e imagem, vale dizer, entre História e Poesia, contra a clássica oposição aristotélica, em que a última ascende ao universal, enquanto a outra permanece no particular[ARISTÓTELES. Arte Poética. www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do]. Bom estilista, Novais é prova viva da insuficiência desse Aristóteles, hoje. Em contrapartida, a Poesia, entendida como dimensão de todo fazer artístico, pode, também, abrir novos horizontes para a História.

Quando Cruz e Souza viveu, não existia o conceito de “História dos Vencidos”, embora a derrota fosse um clássico tema de várias escritas, presente em Historiografia (Tucídides), Literatura (grandes tragédias antigas, como As Troianas e O Persas; a tragédia elizabetana; o herói problemático romântico) e Religião (o “Sermão da Montanha”, dentre outras passagens importantes de diferentes tradições). Muitas correntes teóricas e políticas do século XIX e começo do século XX já falavam em História Popular[SAMUEL, Raphael (Org.). Historia Popular y Teoria Socialista. Barcelona: Crítica, 1984].

Back, filmando no final do século XX, poderia facilmente adotar versões simplificadas daquela noção para apresentar seu personagem, filho de escravos alforriados, vítima de preconceitos em Desterro e, depois, no Rio de Janeiro, mantido fora da Academia Brasileira de Letras no tempo dos grandes Machado de Assis e Joaquim Nabuco, morrendo em situação de extrema pobreza.

A opção do diretor, todavia, foi outra, desde a escolha do ator Kadu Carneiro para interpretar o poeta, expondo reiteradamente seu tônus corporal, até à ênfase na construção, por Cruz e Souza, de uma obra artística de alto padrão, que, afinal, derrotou os supostos vencedores de seu tempo, embaralhando categorias: excetuando Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Eduardo Prado e poucos mais, quem eram mesmo os escritores que ocuparam inauguralmente as cadeiras da Academia Brasileira de Letras?

A postura de Back em relação aos racistas detratores do poeta catarinense antecipou uma frase de João Pedro Stedile, em entrevista, referindo-se a Fernando Henrique Cardoso (então, presidente da república): “Como o poder é efêmero!” [STEDILE, João Pedro. “A Força do Pobre é a Quantidade”. Bundas. Rio de Janeiro: 49, pp 7/13 e 23/29 , maio de 2000]. O título dessa entrevista (“A Força do Pobre é a Quantidade”) se aproxima de um verso daquela “Litania dos Pobres”: “Ó pobres! O vosso banco / é tremendo, é formidando.” O poeta, o filme e Stédile advertem que ninguém é somente vencido nem vencedor.

Os projetos de História dos Vencidos mereceram críticas de Novais como equívocos que pretendem responder à visão dos vencedores, uma vez que “não podemos nos converter em índios” (Teoria & Debate). Esse tema serviu de título à entrevista para a Folha de São Paulo, com o acréscimo, no corpo do texto:

“Como nação, somos herdeiros dos europeus, dos índios e dos negros, mas todos não participam da mesma maneira da nossa formação. Um foi o vencedor e os outros foram os vencidos. [Para ir além da dicotomia vencedor/vencido, seria necessário] algo que integrasse as duas visões, superando-as e ultrapassando-as. […] Mas talvez isso seja impossível.”

A lembrança de Novais sobre a grande dificuldade de nos convertermos em índios sugere, ao menos, duas questões: Quem é o “nós”, sujeito daquela conclusão? Ainda existem índios na sociedade brasileira, que não precisam se converter no que já são. Estudos recentes sobre códigos genéticos da população nacional apontam amplas parcelas que participam desse universo. Preservando a terminologia de Novais na outra frase – nacionalidades de um continente (europeus); múltiplas etnias (índios); uma raça humana (negros) -, quem pode se converter em europeu ou negro? Parte significativa da sociedade brasileira já é negra, mas nunca será africana. Quanto á condição européia, o próprio Novais apontou interessantes evidências sobre as diferenças de identidade que foram se definindo na América portuguesa, ao menos desde a segunda metade do século XVIII, e, com certeza, os brasileiros na passagem do século XX para o XXI não são europeus. culo XX para o século XXI não são europeus. Separatistas do sul do país, nos anos 90 do século passado, usaram sua alegada pureza européia de origem para discriminar negros, nordestinos e outros brasileiros. Evidentemente, Novais não tem qualquer relação com esse mundo da discriminação.

Vencedores e vencidos são termos que se referem reciprocamente, donde toda boa pesquisa histórica dever dar conta de suas faces. As duas noções contribuem para preservar, no conhecimento histórico, a atenção para diferentes dimensões de luta, que não são alheias à tradição marxista.

O poeta Cruz e Souza se aproximou desse debate ao se declarar ariano, em carta citada no filme, declarando uma mistura tensa entre, ao menos, partes de duas daquelas categorias (europeus/negros), pela via da prática cultural. A mais bela cena de declamação do filme apresenta a excelente atriz Lea Garcia, durante o velório do pai do poeta, ambiente definido por chão escuro, folhagens e fogo, sendo a pobreza dos personagens confrontada com o requinte das experiências culturais em jogo. A locução nuançada da atriz salienta ainda mais aquele difícil encontro de culturas, que configura a perda de qualquer pureza étnica, em benefício da descoberta de outras faces da experiência humana – povo e nações se fazendo, por exemplo. Nesse sentido, os poemas de Cruz e Souza refletem sobre crises e invenções de identidades (ao invés de apenas reitera-las), como se Macunaíma não fosse simples ausência de caráter, e sim denúncia do congelamento – quer dizer: inexistência ou suspensão de vida –, próprio aos caracteres estabilizados.

Contra o anacronismo, Novais parece evocar Fustel de Coulanges[FUSTEL DE COULANGES, Numa Dinis. Questions Historiques. Paris: Hachette, 1893], clássico historiador francês do século XIX, sem o citar diretamente:

“o historiador precisa esquecer o que ele sabe que aconteceu depois.” (Folha de São Paulo).

Ao retomar essa questão na outra entrevista, Fernando matizou o esquecimento, traduzindo-o como

“colocar entre parênteses o que aconteceu depois.” (Teoria & Debate).

Essa crítica aos reducionismos simplificadores em História – que já foram caracterizados como Presentismo – não se confunde com uma nítida fronteira entre temporalidades. No seio do que “aconteceu depois”, estão o próprio historiador, sua formação, o universo conceitual e as tradições historiográficas com que trabalha. Seria impossível para Novais, por exemplo, escrever Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial esquecendo o Karl Marx de O Capital e o Caio Prado Jr. de Formação do Brasil Contemporâneo, entre outros clássicos que “aconteceram” após a crise do Antigo Sistema Colonial… Esquecer o que se sabe significaria perder o que se é – linguagens, teorias, materialidade, formação, identidades: o grau zero do anacronismo resulta, facilmente, em ausência de conhecimento histórico (segundo o próprio Novais, “se absolutizarmos isso, o historiador tem de procurar outro emprego” Teoria & Debate), como se os documentos falassem sozinhos, o que um historiador que leu Febvre, dentre outros clássicos, jamais afirmará.

A própria crítica do Presentismo requer cuidados: há um presente da dominação interessado ideologicamente naqueles reducionismos, e o presente da crítica, que pode remeter às lutas sociais e identificar passados plurais, tema do ensaio “Sobre o Conceito de História”, de Walter Benjamin, que também comenta Fustel de Coulanges[BENJAMIN, Walter. “Sobre o Conceito de História”, in: Magia e Técnica, Arte e Política. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985. p 292]. Nessa perspectiva, torna-se difícil sustentar noções de povo uno e nação una – os imigrantes que vieram para o Brasil nos séculos XIX e XX continuaram a construir povo e nação -, exceto enquanto ideologia.

Além de figurar como destaque numa escola de samba, o Cruz e Souza do Cinema também foi apresentado na condição de monumento imaginário, num rochedo no meio do mar, eloqüente metáfora filmada de institucionalização, afastamento e perda de força de sua voz, na medida em que ela não é ouvida por ninguém, antes é encoberta pelo som das ondas. Perto daquele desfecho carnavalesco, essa cena do monumento convida a pensar sobre a possibilidade de transformar um autor tão importante em mero tópico de cânon, desprovido de uma historicidade que é, também, busca e risco. Enfrentar sua grandeza significa evitar a visão de coitadinho e o pedestal da glória oficial, tarefa interpretativa sempre complexa.

Os cuidados de método de Novais evocam operações do historiador, do recorte de seu objeto à escolha de documentos e a sua análise. Recalcar o que aconteceu depois de um determinado processo, todavia, pode resultar num retorno ampliado de significações subterrâneas. Não é só o historiador quem recorta. Quando não enfrenta universo de fontes acessíveis, personagens, conceitos, temas e horizontes políticos de seu presente com as armas da crítica, ele também é recortado. Fernando comenta, por exemplo, que

“(…) um político como José Bonifácio é fantástico. Ele merece a designação de patriarca. (…) Não é por acaso que o presidente Fernando Henrique Cardoso, depois de se comparar a Getúlio, se comparou a Bonifácio. José Bonifácio também tinha de fazer a abertura do Brasil para o mundo, mas não podia querer, por exemplo, abolir a escravidão.”. (Teoria & Debate).

Nessa passagem comparativa, mediante sutis deslizamentos de significações, Bonifácio e Cardoso foram equiparados – fantásticos, merecedores de designações honrosas -, embora o primeiro tenha recebido maiores esclarecimentos sobre articulações políticas e compromissos sociais efetivos, o que se deve, provavelmente, a sua proximidade em relação ao universo cronológico e conceitual pesquisado por Fernando.

No caso de Cardoso, não fica claro quem abre para qual mundo, o que ele não pode abolir – com o risco de História como inevitabilidade – e de que é patriarca. Tendo em vista seus escritos mais antigos – que, sem qualquer relação com o problema do anacronismo, foram remetidos ao esquecimento, a convite do próprio autor – e sua ação política presidencial, é possível que lhe caiba o título de “Patriarca da Dependência”.

Boris Fausto, historiador e estilista menos sutil que Novais, em coluna da Folha de São Paulo, citando a entrevista do último para o mesmo jornal, retomou as críticas à História dos Vencidos, em cena de propaganda situacionista explícita:

“Da mesma forma, se quisermos entender o presente, não podemos reduzi-lo a uma luta de anjos contra demônios, sejam eles a globalização, o FMI, o neoliberalismo ou os ‘ministros desalmados’”[FAUSTO, Boris. “Rumos da História”. Folha de São Paulo. São Paulo: 1º de maio de 2000. Caderno C-1, p 2].

Fausto e Novais, todavia, não incorrem em vulgar anacronismo, apenas declaram o lugar político e cultural de onde falam, face metodológica tão importante quanto as dimensões teóricas e institucionais da pesquisa histórica.

A partir desses caminhos e linguagens diferentes, o lançamento simultâneo e ocasional das entrevistas de Novais e do filme de Back sobre Cruz e Souza é uma rara oportunidade para fruir três expressivas vozes da Cultura brasileira. E para entender que Cinema e História são fontes recíprocas de aprendizagem.

Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro (Brasil). 2000. Direção: Sylvio Back. Diretor Assistente: José Frazão. Assitente de Direção: Zeca Pires. Roteiro: Sylvio Back. Produção: Usina de Kyno, César Cavalcante e Margit Richter. Música: Sílvia Beraldo. Direção de Fotografia: Antônio Luiz Mendes. Fotógrafo de Cena: Lúcio Giovanella. Cenografia: Idésio Leal. Direção de Arte: Rodrigo de Haro. Figurino: Lou Hammad. Montagem e Edição: Francisco Sérgio Moreira. Elenco: Kadu Carneiro (Cruz e Souza), Maria Ceiça (Gavita), Léa Garcia (Carolina Eva da Conceição), Danielle Ornelas (Pedra Antioquia), Guilherme Weber (Nestor Vítor), Carol Xavier (Julieta dos Santos), Luigi Cutolo (Virgílio Várzea), Marcelo Perna (Araújo Figueiredo), Jacques Basseti (Oscar Rosas) e Jaqueline Valdívia. 86 minutos. Colorido.

Leituras complementares.

BACK, Sylvio. Sylvio Back, filmes noutra margem. Curitiba: Secretaria de Estado de Cultura, 1992.

CRUZ E SOUZA. Obra completa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1961.

NAGIB, Lúcia. “Sylvio Back”, in: O cinema da retomada. São Paulo: Editora 34, 2002, pp 83/91.


Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 19 de abril de 2012 9:37

    Ainda não vi essa tradução, Ascher é muito bom na área. Na coletânea que Nelson Patriota organizou dee tradutores potiguares, ele teve a gentileza de incluir uma tradução minha desse poema. Considero-me mero tradutor instrumental, traduzo pra comentar como historiador.

  2. Jarbas Martins 19 de abril de 2012 7:42

    Vi ontem no mural de Nelson Ascher no Facebook,, amigo Marcos Silva, uma tradução que ele fez da Canção de Outono, de Verlaine. Incrível.Gostei muito.Deixei lá meu comentário, que ele curtiu. O que me chama a atenção na traduçao de Nelson, além da criatividade que ele soube emprestar à sua empresa, é a capacidade que tem esse poema de resisistir ao tempo, e de seduzir tradutores de todas as épocas e todos os matizes.Qual o motivo ? O tema em si ? A escandalosa biografia do parceiro de Rimbaud ? O poema vai trazendo, ao longo do tempo, para si, novas questões linguísticas, semânticas, sócio-culturais, éticas, morais…,, deixando aos leitores surpresas e mais surpresas, e instigando interpretações, superinterpretações e, por que, não. subinterpretações. Um fato curioso e talvez revelador de certos mistérios,que a Psicanálise e a Neurolciência talvez possam explicar.Logo no começo, Nelson Ascher cita o nome do autor de Canção de Outono, mas grafando PAULA VERLAINE. Ascher apressou-se em dar explicações aos leitores. Em tanto tempo de editor de revistas e suplementos culturais aqueles erros, dizia ele, eram muito comuns.E que o PAULA VERLAINE nada tinha a ver com insinuações, sobre o caso do poeta com Rimbaud..Acredito nas palavras desse poeta, tradutor e jornalista, com quem muito simpatizo, a começar de certos posicionamentos políticos,claros e inequívocos. Mas fiquei pensando um bom tempo sobre esses erros, acasos, lapsos, sei mais lá o quê.Na internet os erros de digitação são comuns, belos e criativos.E talvez necessários, porque às vezes aguça a nossa imaginação. Um abraço, Marcos.

  3. Jarbas Martins 18 de abril de 2012 16:28

    Embasada, competente, uma bela aula, que muito me auxiliará para entender mais e amar a poesia de Cruz e Souza. E ver com uma nova visão critica o filme de Sylvio Back, Parabéns, mestre Marcos Silva.

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