Andy Warhol – Mr. America

Uma bela exposição para ser vista uma única vez na vida, pois, para meu gosto, Andy Warhol foi muito mais um marketeiro do que artista, pois até hoje sua obra é considerada e valorizada por marchands que não querem perder o dinheiro aplicado em suas obras com preços artificialmente inflacionados.
Ontem no “Estadão”- Caderno 2, li uma crítica que tentava explicar porque o retrato de Marilyn Monroe era mais valioso do que o de John Wayne, esta é muito fácil de responder, pois o de Marilyn foi o primeiro e tinha alguma originalidade, os outros foram somente uma idéia repetida à exaustão.
Qual é o trabalho artístico e intelectual que há em pegar uma foto, geralmente de terceiros, ampliá-la até estourar o reticulado, tranformá-las em telas de silk screen, tirar inúmeras cópias e então colorir?
Quanta morbidez na série de retratos de Jackie Kennedy feitas no dia do assassinato de seu marido e nos de acidentes com pessoas mortas.
Há no texto de apresentação do curador na entrada da exposição, um diálogo de Warhol em que ele é questionado sobre acreditar no “American Way of Life”, e ele responde que não, mas que pode ganhar muito dinheiro com ele.
Toda a vez em que tenho referencias a Andy Warhol, lembro inevitavelmente de um antigo jogador de futebol, o Dario- Dadá Maravilha -, que se manteve em evidência por muitos anos após o término de sua carreira, somente em função da auto promoção, pois era muito mais um comunicador do que esportista, que era talvez o maior talento de Warhol.
Quanto às fotografias em polaroid são, com algumas exceções, muito mais um registro dos amigos do que expressão artística.
Aproveitem a ida à Estação Pinacoteca e não deixem de ver a Coleção Nemirovsky, de um acervo fantástico com alguns tesouros e a mostra de gravuras de Wifredo Lan.







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