Angicos: as 40 horas que mudaram vidas

Alunos da primeira turma de alfabetização de Angicos reunidos para receber certificado

Alunos da primeira turma de alfabetização de Angicos

Por Cledivânia Pereira

Das 380 palavras usadas pelos moradores do município de Angicos – localizado a 194 km de Natal – em 1963, FELICIDADE não foi identificada pelo grupo de educadores que implantaram na época o método de alfabetização “40 Horas de Angicos”, pensado e implementado pelo educador Paulo Freire.

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Comments

There are 3 comments for this article
  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 31 de Março de 2013 12:58

    Esse texto é comovente.
    Não vale a pena perder tempo com Castelo Branco. As cascavéis que derrubaram o avião onde ele estava – e onde morreu – não foram alfabetizadas em Angicos nem eram pobres. CB deve ter lido Maquiavel mas não entendeu direito. Com certeza, não leu Descartes: implantou uma ditadura pensando que a violência seria apenas contra os outros. Uma versão light do processo é o episódio do Aprendiz de Feiticeiro, no desenho animado “Fantasia”, dos Estúdios Disney.

  2. Jarbas Martins 1 de Abril de 2013 13:23

    Página épica, meninos, que eu testemunhei.Tudo isso aconteceu em Angicos, em 2 de abril de 1963.Amanhã completará 50 anos da chamada ’40 horas de Angicos”, como ficou conhecida essa revolucionária campanha de alfabetização, que pôs em prática o método do educador Paulo Freire, Este pernambucano (hoje cidadão angicano) deu visibilidade à minha terra, colocando-a no mapa mundi, como exemplo de cidadania e coragem Participei indiretamente do projeto.Eu era ligado à Juventude Universitária Católica ( do qual o líder estudantil Marcos Guerra era oriundo) e tinha um primo-irmão, Jocelin Martins de Azevedo, e o amigo e conterrâneo Caraccíolo de Souza, também ligadíssimos ao projeto e a seus “ciclos de cultura” (que chegavam aos recônditos lugares da zona rural,e urbana, ao presíido.e outros lugares “mal afamados”). Jocelin (ex-padre e professor aposentado da UFRN) e Caraccíolo (também ex-professor da UFRN e um dos primeiros a defender uma tese de doutorado em Roma, sobre o método de Paulo Freire) – não se ligaram também diretamente à campanha por serem, à época, seminaristas e estudarem no Seminário Maior em Fortaleza.Tive o prazer de, no ano passado, ter testemunhado (e auxiliado na busca de depoimentos de velhos camponeses) as filmagens de um documentário, feito por Francisco Alves da Costa Sobrinho, e com a participação da jornalista e sobrinha Tamara Martins (hoje morando em Florianópolis).Não vi ainda este documentário.Que espero ser uma grande contribuição à nossa história.É o que tenho a dizer.

  3. Anchieta Rolim 2 de Abril de 2013 14:11

    Parabéns para eterno Paulo Freire, o poeta Jarbas Martins e todos os Angicanos!

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