Antonio Candido na FLIP

Antonio Candido: Meu mestre, Meu espanto.

Quando ele completou noventa anos, escrevi esse texto e Levino perguntou se era um poema. É poesia? Não sei não. Diga aí meus mestres, Jarbas e Horácio. Sei que é uma homenagem
De Natal – RN, para o mestre Antonio.

Antonio Lúcido Candido faz noventa anos
Leu desbragadamente desde os nove anos
Alguns livros foram lidos mais de cem vezes
O Fausto de Goethe era um dos seus preferidos

Poemas; decorou-os e recitou aos muitos
O desenvolvimento da intuição
ajuda na racionalização

O maior intelectual brasileiro vivo conviveu
com os formadores da nossa nacionalidade
Com aqueles escritores que nos ensinaram
A compreender o Brasil de hoje, e que sem
a reflexão deles não existiríamos como nação

Um ponto de partida sólido. Um time formado
por Caio Prado, Raimundo Faoro, Florestan Fernandes
e Sergio Buarque de Holanda; o maior intelectual
brasileiro que Antonio Candido conheceu.
Concordamos com ele, mas sentimos falta de uma maior percepção da
importância de Gilberto Freyre na construção
e compreensão do país feudal que é o Brasil.

Ainda não acabamos com o feudalismo.
Infelizmente as cotas parecem ser necessárias
O Reuni é conta de economista diz Chico Oliveira
A universidade Brasileira tem uma função pública

Vivemos uma época de quebra das utopias.
Isso nos faz homens inferiores
O intelectual tem um papel social importante
Num país de tão poucos exemplos edificantes
É bom ter um Antonio Candido como referencial
Parceiro de um novo tempo mais bonito

Feliz o pais que tem um intelectual como ele
Feliz de nós que aprendemos com ele
A palmilhar os caminhos da sabedoria
Parabéns pelos noventa anos, Antonio Candido
Meu mestre, meu guia meu espanto.

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