Antonioni e Visconti

noites brancas

O post de Fernando Monteiro – O céu do Cinema – remeteu-me a dois filmes que assisti no final de semana em DVD. “O Passageiro – Profissão Repórter”, de Antonioni, e “Noites Brancas”, de Visconti. É possível que nesse céu de Fernando – altamente seletivo – tenha um lugarzinho também para Visconti.

O filme de Antonioni eu já tinha visto há muito tempo, mas foi como se tivesse assistido pela primeira vez. O de Visconti eu ainda não conhecia. Dois excelentes filmes. Na época que vi “Passageiro…” não tinha assistido outros grandes filmes de Antonioni, portanto a minha leitura hoje é outra.

A impressão que me causou é que é um filme “diferente” de Antonioni. Tem solidão, inconformismo, tédio e falta de rumos do repórter David Locke (Jack Nicholson), alguns dos temas do diretor italiano, mas não tem a introspecção de outros filmes dele. Curioso é que Maria Schneider faz um papel em “O Passageiro…” parecido com o de outro filme famoso que ela estrelou “O Último Tango em Paris”, em que se envolve também com homem mais velho e com sérios problemas existenciais.

O filme de Visconti é muito poético e no elenco aparece Mastroianni bem mocinho e uma atriz muito bonita, que não conhecia, Maria Schell. Tem outra estrela no elenco, o francês Jean Marais, impecável, por sinal. O filme é baseado num conto de Dostoievski.

No filme tem uma cena impagável, Mastroianni, desajeitadamente, dançando rock – aliás, ele dá um banho de interpretação em todo o filme.

Abaixo, links para textos sobre “O Passageiro…”, de Cássio Starling Carlos, e de “Noites…”, de Francisco Sobreira, escritor natalense.

Noites

O Passageiro

Go to TOP