AORIGEM DIÁGORA: poemas para contemplação

Desconectas, as palavras se recriam e se fundem. O poema cinético refaz o olhar e as equivalências da primeiridade. Aluz, osilêncio, a aor i gem. A fissão atômica do verso que se alterna no eixo e escapa às definições. Visão geral sem fatalismo. A composição não morre, se move em espiral.

Na vertical, o poema goteja. Liquefaz-se. Esvazia a página de horizontalidade e se esparrama como em revoada. Explora a plataforma que lhe sustem, mas não estanca na represa-livro.

Vencedor do prêmio Auta de Souza da Fundação José Augusto, em 1987,

Aorigem diágora, do artista multimídia Jota Medeiros, lançado neste ano pela Sol Negro Edições, permeia por um universo distinto. Distancia-se do poema processo por não utilizar nada além de palavras e do poema concreto porque não aposta em esquemas solucionáveis. Ao contrário, a ideia está além dos efeitos visuais, está na percepção daquele que o lê.

Impérvio ao primeiro tato, a obra instiga à contemplação. A poesia expõe seus efeitos visuais como em movimentos físicos, ilusão de ótica ou truques de posicionamento das peças-letras estabelecendo o poema-quadro.

Filho de Apodi/RN é Jornalista, assessor de imprensa e eventos do Instituto do Cérebro da UFRN. Membro do coletivo independente Repórter de Rua, articulista no Jornal de Fato (www.defato.com) e organizador da Revista Cruviana (www.revistacruviana.blogspot.com).rinas & Urubus (www.aspirinasurubus.blogspot.com). [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 23 de abril de 2012 14:46

    Salve Jota!
    Salve Jota!

  2. Jóis Alberto 23 de abril de 2012 12:45

    Jota Medeiros! Esse é vanguarda (!) até quando não quer sê-lo!

    Uso a expressão ‘vanguarda’ na falta de outra melhor, então, por gentileza, espero que não apareça ninguém para querer discutir aqui, neste ‘post’ o que é vanguarda, porque esse já foi um tema dos mais discutidos nos anos 60, etc, etc… Qual seria a novidade a acrescentar? Prefiro prestar atenção na permanente e inovadora ação cultural de Jota Medeiros, agora na boa companhia de Márcio Simões e sua editora “Sol Negro Edições”.

    Valeu, Jota Medeiros! Obrigado, Márcio Simões! Valeu, José de Paiva Rebouças, pela ótima resenha!

  3. Nina Rizzi 23 de abril de 2012 11:06

    c’est un poème / processus

    que l’imagerie ne peut pas atteindre.

    contient
    : tous les mots jamais inventé et attendu.

    et rien d’autre, j.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo