Aplausos para Avatar


Fila quilométrica. Todos os dias e nas últimas semanas têm sido assim no último piso do Midway. O último longa de James Cameron (Titanic) é sucesso indiscutível. Na terceira tentativa consegui a compra do ingresso. Desço para almoçar e quando volto, outra fila de dobrar esquina para entrar na sala de projeção. Consigo uma poltrona ali na meiota. Preferia lá atrás. Esperava uma barulheira infernal durante o filme. Não só pela quantidade anormal de crianças e adolescentes, mas pelo público-alvo dos filmes comerciais e os efeitos em 3D que provocam reações mais latentes nos expectadores. Minha expectativa foi quebrada em quase tudo. Houve um silêncio incomum. Nem mesmo nos filmes cults se vê isso. Outra: esperava um filme pelo menos razoável e efeitos deslumbrantes. Não vi nenhum dos dois. O filme é abaixo da minha expectativa: roteiro piegas. Os efeitos são realmente audaciosos, mas confesso ter esperado mais, pela própria badalação e críticas positivas do filme. No fim, aplausos. Nem me lembro a última vez que ouço aplausos ao sair do cinema. Avatar conseguiu a proeza. E me veio uma comparação meio idiota dos aplausos recebidos pelos políticos ao fim dos discursos em palanque. O povo é mesmo o retrato de seus governantes e dos filmes que aplaudem.

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