Após 10 anos de Jovens Escribas, novos autores fundam editora modernosa em Natal

Dez anos depois do Jovens Escribas, outro coletivo de escritores movimenta o mercado editorial da capital potiguar. E os mais jovens escribas do pedaço usam mecanismos de divulgação e marketing inovadores e repetem a fórmula de sucesso dos hoje quase tiozões da editora pioneira. Em pouco mais de um ano, a Editora Tribo já lançou cinco livros e 12 fanzines de variados autores. E vem muito mais por aí.

O embrião da editora começou em 2013, do interesse das então estudantes de jornalismo Themis Lima e Andressa Vieira em movimentar o mercado de comunicação. Após construção de etapas básicas de editoração surgiu o primeiro “filho”. ‘Ana e o Sapo: quadrinhos de um quadro só’, de AnaLu Medeiros, trouxe uma coleção de histórias cotidianas reunidas em livro bancado via site Catarse, de financiamento coletivo.

Hoje, a ‘Tribo’ conta oito integrantes, entre estudantes ou recém-formados. Toda a estrutura de trabalho se resume a computadores individuais e crença no livro físico como produto. E o maior aliado no processo talvez seja a força da internet. “Divulgamos nosso trabalho impresso, majoritariamente pelo meio virtual. É preciso saber usar a força de cada plataforma e fazê-las trabalhar juntas. Em suma: conversamos sobre livros de papel via redes sociais”.

O maior sucesso com certeza foi a publicação e venda do livro ‘A bruxa e as vidas de Marinho Chagas’, pelo jornalista Luan Xavier, também jovem tal qual os outros “tribalistas” da editora. O lançamento foi concorrido e o livro até hoje é procurado em livrarias. Aqui mesmo neste blog, Aluísio Azevedo, da Nobel Salgado Filho, disse ter muitos pedidos, embora não tenha conseguido, junto ao autor, unidades para vender lá.

Themis Lima sequer tem uma média de livros vendidos pela Editora. É que, ao contrário das livrarias, que comercializam 90% dos títulos no lançamento, a demanda pelos livros da ‘Tribo’ não cessa, seja na loja virtual, na venda nas bancas, nas livrarias ou eventos. A tiragem varia entre 500 e 3000 mil cópias. A editora banca todo o custo gráfico e editorial. O autor entra com o conteúdo intelectual e recebe porcentagem das vendas do livro.

“Vende bem pelo nosso esforço em relação ao livro ou ao fanzine. Pensamos no livro como objeto completo, lúdico, que interesse ao leitor pela qualidade e não porque é necessariamente potiguar. A ideia é transpassar esse conceito de artista da terra e pensar em artista como um todo, com escritores e ilustradores de qualidade, venha de onde seja”. E conclui: “Temos muito ainda para crescer, muito a trabalhar, muitos leitores a ganhar e muitos livros pra produzir ainda; muita história para construir”.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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