Aqui: possível universo

Prezado Sérgio Vilar:

Seu texto sobre Literatura potiguar tem o grande mérito de colocar uma problemática para a leitura de nossos textos: o local pode ser universal, nem sempre o é, às vezes realiza essa possibilidade. Certamente, a incorporação dos livros de Marize e Tarcísio ampliaria ainda mais a reflexão diante da alta qualidade alcançada por ambos. E o registro do patamar excepcional da poesia de Diva Cunha é muito feliz.

Insisto sobre um detalhe no sucesso editorial do RN/2009: ressalvados os méritos das editoras privadas, a editora da UFRN é uma instituição pública, a morosidade de congêneres municipais e estaduais não deve contribuir para obscurecer a capacidade daquela editora unviersitária federal.

Quero destacar ainda como grande mérito de seu texto o realce ao necessário diálogo entre Literatura e o tempo de seu fazer. É claro que, numa alta elaboração literária, como ocorreu em Diva, esse diálogo é sutilmente mediatizado e remetido a múltiplos tempos. Mas a melhor Literatura sempre marca o tempo que a marca.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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