Arengas literárias e / ou outras

No mundo das letras são muito freqüentes as brigas e contendas literárias.

Em lugar nenhum existem tantas farpas e pavões prontos a se degladiarem, por qualquer coisa ou subscrito. O que prevalece muitas vezes é a inveja. Muitas vezes a briga sai do papel ou da tela e vai ás vias de fatos e flatos. Por vezes a causa da contenda é anterior ao texto ou ao assunto em pauta.

Poeta briga com poeta. Escritor com escritor. Critico com escritor ou poeta. Parece que a palavra tem espinho e machuca. Grupos contras grupos. Acadêmicos versus não acadêmicos. Em tempos de internet essas brigas são vistas online para gáudio das torcidas organizadas. Muitos gostam de sangue e da arena em polvorosa. Outros mais espertos convidam o oponente para um chope ou café.
Na história da literatura brasileira foram muitas as contendas literárias; desde a Belle Époque até os dias atuais.

O escritor e crítico sergipano Sílvio Romero atacou fortemente o escritor Machado de Assis. O bruxo de Cosme Velho também foi agredido pela língua de fel do grande crítico Agrippino Grieco.

Silvio Romero também teve uma grande polemica com o crítico José Veríssimo, um dos maiores historiadores da literatura brasileira. O tempo mostrou o quanto errados estavam Romero e Grieco.

Vaidade, nada mais que vaidade permeia o mundo do fazer literário. A discussão é boa quando a crítica tem fundamento e não parte para ataques pessoais.

O que se observa muitas vezes são pessoas se agredindo por nada e sem nenhum respaldo literário que sustente aquela pose.

O que se observa – muitas vezes – são criticas vazias transportadas de lá para cá sem nenhum critério ou estudo mais abalizado.

O que precisa é de mais humildade e estudos feito de um longo, difícil e trabalhoso fardo ou fado.

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