Ariano virou borboleta

francois

Ariano Suassuna saiu do casulo. Encantou-se ou desencantou e virou borboleta. Quando aparecer numa vereda de Riacho dos Cavalos, ou na Marcelina de Tio Quetim, uma borboleta de asas vastas, com as cores da caatinga, não duvide: É Ariano. De fisionomia ibérica, esculpida a canivete, plagiador da alma do seu povo, pincelou de tintas suaves o espinhaço do Sertão. Dizer o quê? Me perguntou o repórter do Novo Jornal que me deu a notícia. Que a cultura popular nada perde com sua morte, pois tudo ganhou com sua vida.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Raimundo Silva 25 de julho de 2014 11:37

    Bela homenagem!

  2. thiago gonzaga 24 de julho de 2014 13:54

    Belíssimo texto. Disse tudo com poucas palavras.

  3. Anchieta Rolim 24 de julho de 2014 11:54

    Bela homenagem, mestre!

  4. Jarbas Martins 24 de julho de 2014 10:28

    Homenagem arretada de bonita, François !!!

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