Armando Freitas Filho

G1: Você sente que o status do poeta na sociedade está mudando? O espaço e o valor da poesia, no sentido estrito, estão diminuindo? Ou poetas ainda terão o peso e a influência que tiveram, por exemplo, Bandeira e Drummond? Por quê?

ARMANDO: A poesia moderna sempre foi para raros. Mallarmé achava que os poetas nem deviam aparecer nos jornais, que as edições de poesia deviam ser de tiragem reduzida etc. Aqui no Brasil, os poetas de livro quiseram disputar holofotes com os compositores de música popular, a partir dos anos ‘60. Ainda peguei a época que os compositores populares disputavam as láureas com os eruditos: Ary Barroso x Villa-Lobos e não Ary x Bandeira, por exemplo. Para mim, cada macaco no seu galho é sempre melhor. Poetas com o peso de Bandeira e Drummond é que são difíceis, muito difíceis de achar. Devemos nos contentar com a nossa magreza, ou, então…, engordar. Ao contrário da vida real, engordar poeticamente, é sinal de saúde e tão difícil como quem quer emagrecer para o espetáculo da passarela, seja ela qual for. Mas se olharmos bem, há um ou dois que são fausse maigres.

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