Árvore

O moço triste se abraçou com o tronco?/ E a árvore cortada nasceu na minha serra? /Dos Anjos, Pilar do tranco, qual dos dois Anjos me socorro?/ Dos Anjos triste poeta ou Dos Anjos, parteira da minha terra?…

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Nina Rizzi 12 de maio de 2010 16:17

    um belo discurso amoroso às árvores, meu caro. que maravilha. eu anda ei de tatuá-los todas em meu corpo.

    beijos.

  2. João da Mata 12 de maio de 2010 15:14

    Sim. amigo François

    Ta dando uma madorna e essa caixinha de comentários nem sempre abre.

    Lembrei de um amigo meu que adora Arvores e se abraçou com um cajueiro que estavam derrubando aqui na UFRN.

    Veja que A. do Anjos ja se preocupava com a derrubada das árvores ha mais de 100 anos.

    abração:

  3. François Silvestre 12 de maio de 2010 14:42

    João, você lembra de “Árvore da Serra”? dele também.

  4. João da Mata 12 de maio de 2010 13:46

    Valeu François.

    estive bebendo essa sombra:

    DEBAIXO DO TAMARINDO / A. dos Anjos

    No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
    Como uma vela fúnebre de cera,
    Chorei bilhões de vezes com a canseira
    De inexorabilíssimos trabalhos.

    Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
    Guarda, como uma caixa derradeira,
    O passado da Flora Brasileira
    E a paleontologia dos Carvalhos!

    Quando pararem todos os relógios
    De minha vida, e a voz dos necrológios
    Gritar nos noticiários que eu morri,

    Voltando à pátria da homogeneidade,
    Abraçada com a própria Eternidade
    A minha sombra há de ficar aqui!

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