Às duas da manhã…

O Som Brasil, com a homenagem ao grande Nelson Cavaquinho, começou exatamente às duas da manhã.

Puxa vida! O que é que a Globo quer? Mostrar que só existe vida inteligente na TV quando as cidades dormem?

Apesar disso, maravilha o programa! Alguns nomes novos e outros mais experimentados da MPB e a presença valiosa do elegante Luiz Melodia. Delícia, delícia  para um sábado sonolento…

Vale lembrar “Luz Negra”, um clássico de Nelson que me delicia, principalmente na gravação que Cazuza fez:

Sempre só
eu vivo procurando alguém
que sofra como eu também
mas não consigo achar ninguém

Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de Mim
Tô chegando ao fim

A luz negra de um destino Cruel
Ilumina um teatro sem cor
Onde eu tô representando o Papel
Do palhaço do amor

Sempre só
E a vida vai seguindo… vai Seguindo assim
Não tenho quem tem dó de Mim
Tô chegando ao fim

A luz negra de um destino Cruel
Ilumina um teatro sem cor
Onde eu tô representando o Papel
Do palhaço do amor

Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de Mim
Eu tô chegando ao fim

Eu tô chegando ao fim
Eu tô chegando ao fim
Eu tô chegando ao fim

“A Flor e o Espinho” também me agrada:

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d’água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

Eu só errei quando juntei minh’alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Que eu quero passar com a minha dor

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 28 de novembro de 2010 3:37

    Concordo com você, caríssimo Luiz Penha. O mercado é, às vezes, muito burro, mesmo. Quanto desperdício!

  2. Luiz Penha 27 de novembro de 2010 17:33

    Lívio:
    Vale para a própria Globo o verso de Nelson Cavaquinho que diz: “Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor”.
    As conveniências mercadológicas impedem a emissora de colocar em horário nobre, ou pelo menos em um outro que a maioria da população, principalmente os mais jovens, sem acesso a essas maravilhas, possam assistir, programas como o Som Brasil, que já teve esse nome no domingo pela manhã com o Rolando Boldrim e, posteriormente, com o Lima Duarte.

  3. Lívio Oliveira 27 de novembro de 2010 12:07

    Pois é, meu querido Marcossilva, belos nomes surgiram em meio ao caos da Cidade Maravilhosa. Nelson foi um.

    Belos versos os que lembrou.

    Um abração!

  4. Marcos Silva 27 de novembro de 2010 9:30

    Lívio:

    Nelson é fantástico. Li um comentário legal: ao invés de se falar tanto na violência dos morros cariocas, por que não lembrar que por ali surgiram figuras como Nelson, Cartola e tantos outros magníficos artistas, desdobrados em atividades coletivas como o samba dançado?
    Além das canções que vc indicou, destaco a brilhante “Juízo final”: “quero ter olhos pra ver / a maldade desaparecer”.
    Abraços:

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