As pedras portuguesas e a sujeira

Passou a copa, é quase primavera. A poluição sonora da propaganda política no ar.
Nada de novo. Político devia andar nas cidades. Inda mais aqueles que usam sapato alto.
O médico mandou caminhar, mas estar impossível caminhar nos calçadões da cidade. É buraco que não acaba mais. Ontem torci o pé. Outro dia meu cunhado foi hospitalizado.

As calçadas de pedras portuguesas estão todas arrebentadas. Será que vamos esperar a próxima eleição para prefeito!

A cidade é suja. Feia. Meu cunhado foi correr no calçadão e tropeçou nas pedras portuguesas. Fraturou ossos.

A minha Ponta Negra está um lixo. Feia e fedorenta. Andar ali precisa coragem com as calçadas sujas e tomadas de camelôs e trombadinhas.
O fedor dos banheiros químicos insuportáveis. Esgotos a céu aberto. O saneamento não veio.
Não, não tenho coragem de tomar banho numa das mais belas praias do Brasil. O som é alto. Minha Natal é triste.

Ate as prostitutas mudaram de lugar. Ponta Negra é só um cartão postal.

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