As prisões invisíveis

“A revista alemã Der Spiegel publicou artigo sobre o uso da burca em países ocidentais. O tema, além de atual, é de importância fundamental para se discutir e entender os limites entre o respeito às diferenças culturais e o fundamentalismo de plantão, seja ele ocidental ou oriental”.

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Comentários

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  1. c.peixoto 3 de abril de 2010 13:38

    Bom texto. Yassin vai direto a questão da “integração” (?) dos muçulmanos na Europa: não se trata de proibir ou permitir a burca, o véu, a carne hallal, os minaretes… trata-se de rejeitar, apagar, não compartilhar, não precisar compreender e não conviver com a diferença. Nenhuma das “bandeiras” recentes dos politicos europeus para a questão da “integração” (?) muçulmana no Ocidente (o uso de roupas, o abate diferenciado de animais para consumo, a construção de mesquitas com ou sem minaretes) representam ameaças concretas ao modo de vida cristã-ocidental e – quem vos assegura isso é um muçulmano – “sequer são considerados pela grande maioria dos muçulmanos como artigos da fé ou da crença muçulmana, ou seja, aqueles elementos da doutrina que sem sua prática todo e qualquer muçulmano deixa a senda do Islam”.
    Portanto, o que está havendo? O texto de Yassin nos dá uma dica, textos e entrevistas do filosofo Tariq Ramadan vão ainda mais fundo nas respostas. A Europa inicialmente rejeitou a aventura alucinatoria e farsesca de Bush para a guerra de civilizações, mas já hoje vem se rendendo as manobras e planos de lideranças xenofobas e direitistas – nem sempre visiveis, mas sempre presentes – que habilmente conseguem que a esquerda tola e socialista tome de empréstimo a tese e o medo da islamização da sociedade europeia, mas a perspectiva real são as eleições e o jogo do poder político.
    A questão da “integração” (?) é falsa. Que integração pode haver se para ser aceito tenho que abdicar de quem sou? Que integração pode ser aceita se, em sua casa/Ocidente, devo ser como você e na minha casa/Dar al Islam, devo me calar quando você insiste que é seu direito (e só você o tem) ser como você é?

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