AS SEREIAS

Por Márcio de Lima Dantas

O que de mundos houver,
com seus mananciais de arcanos,
formas, idéias e símbolos,
ofertamos sem recato, sem parcimônia,
as chaves para a franca entrada
nas sendas dos tantos regatos de significantes.

O que de mundos houver,
chafurdaremos nas pelágicas regiões,
onde nunca chega a luz, o saber, a consciência
que arruma, contorna, figura,
ordenando o apresentado como caos.
Ofertamos tão somente a luminância da razão.

02.04.2010

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 12 de outubro de 2011 17:49

    Razão e poesia neste contido poema de Márcio de Lima Dantas.Se isto para você não é poesia, Eliane, como você a define ?

  2. Marcos Silva 12 de outubro de 2011 12:12

    Poesia é o quê, Eliane?
    Tendo a pensar que Poesia é muitas coisas.

  3. Eliane Dantas 12 de outubro de 2011 11:38

    Inteligente, mas Poesia é outra coisa.

  4. Marcos Silva 12 de outubro de 2011 8:27

    O tema desse texto é muito bonito, mexe com a tradição homérica e os riscos incontornáveis do saber. A linguagem discretamente solene se revela muito adequada. A luminância da razão assusta mas é sempre necessária, nem que a gente se amarre para a enfrentar.
    Abraços, Márcio.

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