Atheodicéia de um mundo novo

Por Marcos Cavalcanti
marcospoesia@ig.com.br

Em dias de tanta confusão midiática, Em dias de varas de condão com a solucionática, Discute-se Deus, diabo, voto e aborto, Maconha, alianças e casamento gay. Eu para tudo isso ando meio absorto. Sou eleitor morto-vivo de um leitor vivo-morto. Não quero fazer parte dessa turba, dessa grei! O poder é sempre mais em baixo do que se pensa E discutir “complexidades” com os outros só compensa Se não quisermos impor sempre a nossa própria lei. Os que andam revoltados e sem perspectivas de mudança Ou se anulem nesta contradança ou chamem para bailar o próprio rei. O que eu mais quero nesta virtuosidade virtual de algaravias É que ”morra o último tirano enforcado nas tripas do último religioso” Será, então, fundado um novo mundo, um novo regime, nova utopia. Eis aí, caros senhores, “o melhor dos mundos”, o mundo fabuloso Melhor que a mais aperfeiçoada das formas das reformas da democracia.

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