Ato de bravura

O tempo escapa e eu não esqueço o dia

Que em minha casa não havia ceia…

Lancheira seca, mesmo assim eu ia

À velha escola, quase doze e meia…

 

Chutando as pedras que na estrada havia,

Chegava lá com minha cara feia…

Bolsa de lápis quase que vazia,

Mas das pedrinhas que eu juntava… cheia!

 

Nas quintas-feiras, o Hino Nacional…

Canção do dia… E o dia principal,

Em que esquecendo a vil miséria e a fome,

 

Foi num momento puro e de inocência

Que eu por instinto de sobrevivência,

Tremendo as letras escrevi meu nome.

Sou poeta popular e trovador. Malho meu português em duas Academias: a de trovas e a de cordel, ambas do erre-ene. Natural de Pau Dos Ferros, criado na rua da padaria. Tenho troféus oriundos de gols e versos que deram resultado. Agora os amigos são de monte, viu?! Ah, sou dentista formado da fideral e trabalho em Assu, Terra dos Poetas. Massa, né não?! [ Ver todos os artigos ]

Comments

Be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP