Audiovisual potiguar protesta, dá exemplo e Prefeitura justifica atrasos para o setor

Publicou edital? Tem que pagar! Isso é ponto batido. Mas aí se formam marolinhas lá ao longe, no oceano do Tesouro Nacional e chegam aqui como onda gigantesca de déficit milionário nas contas do cofre municipal. E aí os compromissos caem por terra.

11937903_10153325948543355_2108647462_nÀ classe artística, seja do audiovisual ou outras também prejudicadas, cabe sim o protesto. Ora, são todos pagadores dos seus impostos, perderam tempo e paciência preenchendo as exigências do edital e esperam seu pagamento ou o direito de usufruir de cultura.

Por outro lado, o Cadu Alves justifica a redução de R$ 50 milhões na arrecadação de impostos só no último mês (era R$ 140 mi e foi arrecadado R$ 90 mi) e ainda a diminuição de 35% do repasse federal ao Fundo de Participação dos Municípios, o famoso FPM. Não é pouca coisa.

Resumindo: acredito que haja justificativa para os dois lados. E se a classe audiovisual tem feito sua parte legitimamente em alarmar o problema à sociedade e à mídia, o presidente da Funcarte tem procurado maneiras de manter a continuidade dos editais e respectivos pagamentos.

Partiu de Dácio Galvão a iniciativa de ir pessoalmente à pasta de planejamento do município pedir a liberação dos recursos para que o Goiamum não adiasse ainda mais sua programação. Da mesma maneira o presidente da Funcarte tem tentado garantias no orçamento para publicação do edital Cine Natal 2015.

No entanto, o pagamento do Cine Natal 2014 e do Urbano Cine são prioridade e o secretário de cultura também já pediu pessoalmente à Seplan uma solução para o caso, embora alguns casos, como os relatados abaixo, foram atrasados pela falta de documentação ante a burocracia crescente exigida pela Controladoria.
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CACHÊS NACIONAIS DO NATAL EM NATAL
“Ah, mas tem dinheiro para pagar cachês milionários aos artistas nacionais no Natal em Natal!”. Esse dinheiro é todo privado ou mediante Lei Rouanet e Ministério do Turismo. Ou seja: empresas optam por subsidiar o que lhe traz mais visibilidade. E na lei de oferta e procura, nada como os artistas nacionais para encher público.

E na Lei Rouanet residem as esperanças. Há projetos encaminhados pela Funcarte em diversas áreas culturais, não só do audiovisual. Tem o Festival Literário de Natal, o Festival de Música, e outros. É o recurso, hoje, parcialmente disponível frente à crise. Parcialmente porque estão em análise e dependem de captação. E a Funcarte mexeu os pauzinhos para abocanhar seu pedaço.

Mas que outras áreas da cultura se mobilizem para cobrar. O audiovisual deu exemplo. Juntou um número razoável em frente à Funcarte, na manhã de hoje. Provocou uma ação pessoal do presidente junto à Sempla. Que tal a txurma do teatro, tão unida em outros propósitos, se mobilizar também? Afinal, o Natal em Cena está a perigo, ne?

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Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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