Avatar é mais do que um filme 3D

Avatar estreia na sala de 3D do Cinemark neste 18 de dezembro. Noticiei isso no Diário de Natal há umas 3 semanas. A seguir segue resenha de Ana Maria Bahiana,
Especial para o UOL, de Los Angeles, EUA:


O que poderia ser apenas um impressionante salto na evolução da tecnologia do cinema torna-se um espetáculo imperdível graças a uma história poderosa, um excelente roteiro e desempenhos expressos de maneiras inusitadas. Como “Titanic”, o filme que o precede na filmografia de James Cameron,” Avatar” é um prazer para todas as platéias, capaz de encantar tanto adultos estressados pela crise quanto crianças e adolescentes visualmente educados por video games.

Seus 150 minutos passam em alta velocidade, arrastando a platéia numa verdadeira viagem sensorial onde o 3D não é mais truque, mas uma parte integral da narrativa. “Avatar” não tem os habituais artifícios que os 3D vem usando desde sua primeira encarnação no século passado; em seu lugar está uma cinematografia digital de altíssimo nível, capaz de imergir o espectador completamente num mundo novo e envolvente, habitado por personagens reais, com os quais nos identificamos rapidamente, sem estranhar que muitos deles tenham três metros de altura e sejam azuis.

Uma grande parte do triunfo de “Avatar” é seu roteiro, que explora e resume vários temas constantes na obra de Cameron: o uso responsável da ciência, a força protetora das mulheres, a coragem como elemento de redenção.

Diálogos não são o forte de Cameron, e “Avatar” não é uma exceção – as falas (humanas, não as do dialeto na’avi que ocupam boa parte do filme) têm aquele tipo de clichê comum a quadrinhos e graphic novels. Mas estruturalmente, “Avatar” é perfeito, capaz de atrair o espectador imediatamente e mantê-lo na trama até o segundo final.

Invertendo um padrão comum na ficção científica, os humanos são os invasores em “Avatar”. Repetindo a trajetória que a humanidade vem fazendo desde sempre, os terráqueos chegam ao planeta Pandora sedentos por seus recursos naturais e hostis a seus “selvagens” ocupantes, uma população hominídea que de três metros de altura e pele azulada, perfeitamentre integrada ao espetacular mas perigoso meio ambiente do planeta.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo