Azeredo vai tentar votar o AI5 Digital nesta quarta!

O atual Deputado Azeredo vai tentar votar o famigerado Ai5 Digital, o PL84/99 nesta quarta feira dia 26/10 na CCTCI, mesmo sem o devido conhecimento de mérito dos integrantes da comissão e mesmo sob toda polêmica a cerca do projeto e ignorando completamente o fato do Marco Civil, o PL 2126/11 já estar tramitando na Câmara.

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Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 27 de outubro de 2011 12:06

    Claro, Marcos

    Espero que essa denuncia se espalhe. Divulgue ai com suas listas. Novamente acho que esse é um assunto para toda a sociedade tomar posição e a Associação dos Historiadores, em particular. Postei como comentário para não monopolizar o mainframe do SP.

  2. Marcos Silva 27 de outubro de 2011 11:55

    Não entendi o motivo de uma denúncia tão grave aparecer como comentário daquela notícia sobre Azeredo. Talvez demonstre o poder da net para furar o cerco de silêncio sobre o assunto. Mas atingira público maior se divulgada como post.

  3. João da Mata 26 de outubro de 2011 9:33

    BARBÁRIE : ALUNO AMEAÇADO DE MORTE

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
    CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA

    Maceió, outubro de 2011

    NOTA PÚBLICA:

    Aluno de História da UFAL marcado para
    morrer:

    É com
    profunda indignação, tristeza e certeza da necessidade de transformação
    radical da sociedade, que vimos tornar público mais um exemplo do papel
    que cumpre o Estado democrático de direito e sua devida roupagem
    coronelista que se mostra em estados como o de Alagoas.
    Infelizmente, o caso em questão envolve um estudante do curso de
    História da UFAL e, portanto, membro do CAHIS. Wilson de Magalhães é
    aluno de licenciatura em história, já cursou direito e há nove anos é
    policial civil. Além de ter participado do movimento estudantil na época
    em que fazia o curso de direito e atualmente, apoiar as lutas travadas
    pelo ME de História, ele também atua nas reivindicações sindicais de sua
    categoria enquanto policial civil.
    Wilson está sendo ameaçado após denunciar um esquema de torturas,
    falsificação de provas e prisões ilegais contra inocentes dentro da casa
    de custódia I de Maceió, exclusiva para detenção de policiais civis.
    Tais denúncias envolvem grandes nomes da cúpula da segurança pública de
    Alagoas, poder judiciário e a própria polícia civil, conforme detalhes
    em documentos anexados.

    Este caso não é uma exceção a regra em Alagoas. Aqui, esta é a
    regra. Inúmeros casos de crimes e assassinatos de mando, em sua maioria
    executados para silenciar aqueles que não entram no jogo de corrupção
    disseminado pelos tentáculos da máquina estatal. Em nosso estado, nem a
    maquiagem de neutralidade que a ideologia dominante costuma pintar os
    poderes públicos é colocada em prática. Toda a podridão das contradições
    sociais do capitalismo são externadas numa violência típica dos tempos
    da época coronelista.
    Se
    no Brasil, 10% da população mais rica detêm 75,4% de todas as riquezas
    (dados do IPEA), em Alagoas esta realidade se apresenta de forma mais
    aguda: além da riqueza produzida, as três principais empresas de
    comunicação e a maioria dos cargos públicos do judiciário, executivo e
    legislativo são propriedades restritas a 12 (doze) famílias.

    Para
    a manutenção desta “ordem”, toda a máquina do estado se fez e se faz
    necessária; quer sejam através das medidas mais gerais execradas pelo
    judiciário, legislativo e/ou executivo; quer sejam pelas medidas mais
    imediatas, como a execução e extermínio daqueles que “falam demais”,
    sobre coisas que “não se pode falar”. Aqueles que se colocaram – de uma
    forma ou de outra – contra este status quo alagoano ou morreram e
    viraram “estatísticas”, ou tiveram que fugir do estado.
    Esta
    nota se faz necessária no sentido de estarmos divulgando o que está
    acontecendo neste exato momento de sua publicação, pois – conforme não
    poderia ser diferente – a mídia não toca no assunto. Ou seja, para a
    massa dos Alagoanos e sociedade brasileira em geral nada esta
    acontecendo, afinal, a ditadura militar — afirmam cotidianamente os
    “grandes” jornais – acabou há duas décadas e hoje o país é um exemplo
    para o resto do mundo.

    Dentro dos nossos limites, nos colocamos em solidariedade ao nosso
    companheiro Wilson e sua família e iremos fazer tudo que estiver ao
    nosso alcance para que o caso não se torne mais um em Alagoas, a exemplo
    do professor de História Paulo Bandeira que, após denunciar desvios de
    verba na prefeitura de Satuba teve seu corpo amarrado e ateado fogo até
    a morte. Sabemos dos riscos que estamos assumindo ao publicarmos este caso, mas enquanto estudantes de História seria uma contradição vergonhosa e covarde ficarmos calados diante desta brutal contradição da sociedade de classes em Alagoas.

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