Barro

Oreny Júnior

o ponto da telha
está na bufa do barro
a taipa
vem do sopapo no barro
eu vim do barro
e no barro
eu vou morar
a poesia é barro em plural
manoel de barros
o passarinho é parente do barro
joão de barro
arquiteto construtor
minha quartinha é de barro
água da fonte
fonte de barro

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. José Francisco de Oliveira 1 de fevereiro de 2011 15:29

    Um poema que não esbarra, que barra qualquer expectativa anterior, causando-nos a surpresa, a boa surpresa do encanto. Tal como o homem, na versão bíblica, este poema foi feito de barro e tem o cheiro ocre do barro vermelho que vemos nas casinhas de taipa.

    Magnífico!!!!!

  2. Carlos Wanderley 29 de janeiro de 2011 20:39

    Muito bom, Júnior!

    Um grande “abarro”!

    Carlos Wanderley
    (Carlinhos)

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