Biografias de cinco ilustres potiguares será só o começo de um projeto literário amplo

Achei o nome da coleção literária criada pelo editor José Correia Torres Neto e mais uma galera, além de criativa, apropriadíssima: PRESENÇA. A literatura potiguar, embora em crescente produção de editoras e títulos, permanece pouco lida. E uma coleção que resgata a história de personalidades marcantes da história cultural do Estado tem mesmo essa chancela de presença, de marca, de registro de quem continua presente no arcabouço literário ou no imaginário cultural do potiguar.

E os quatro lançamentos marcados para a próxima quarta-feira, às 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, são apenas o começo de um projeto mais extenso, que pretende lançar cinco ensaios biográficos por semestre, totalizando dez ao ano! De acordo com os idealizadores do projeto, José Correia, Ivan Júnior e Yasmine Lemos, a coleção não se fixará apenas em ensaios biográficos. A ideia é lançar coleções com outros temas, como grandes acontecimentos, histórias de bairros, dentre outros fatos.

Para começar o rolé serão lançados os primeiros quatro títulos: “Câmara Cascudo, com vivência”, escrito por Diógenes da Cunha Lima; “Ademilde Fonseca, a potiguar no choro brasileiro”, escrito pela pesquisadora Leide Câmara; “Noilde Ramalho, a educadora maior”, cujo ensaio foi feito pela professora Eulália Barros; “Januário Cicco, um homem de muitas lutas”, escrito pelo médico e escritor Iaperi Araújo; e “Augusto Severo, emergindo da ciência”, feito pelo jornalista e biógrafo, Alexis Peixoto, atualmente radicado em São Paulo.

E já há ideias de títulos para 2016, que os editores preferiram, prudentemente, manter em segredo, em vista de vários fatores, como prazos de entrega das biografias já divulgadas, convites para novos autores ou mesmo o aguardo do resultado desses primeiros lançamentos, já que a primeira edição nem foi lançada ainda e o projeto ainda não está firmado para garantir continuidade. É bom lembrar, o projeto é totalmente custeado pelas duas editoras, sem outro apoio financeiro, apenas moral e institucional.

Os livros são editados e publicados em versão pocket. A ideia é atrair a atenção de um público que ainda desconheça a importância desses nomes para as artes, a história, a cultura e a ciência no Estado. Por isso serão cobrados preços mais em conta. Um título custará R$ 20, mas a coleção completa será vendida ao preço de R$ 80.

Contracapas
Câmara Cascudo – pesquisador, historiador, etnógrafo, folclorista e um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Reconhecido internacionalmente, é considerado como uma das maiores riquezas da literatura brasileira e um dos mais produtivos. Deixou uma obra intensa com destaque para o Dicionário do Folclore Brasileiro.
Ademilde Fonseca – é precursora do choro cantado no Brasil e considerada a melhor intérprete, a “Rainha do Choro”, a cantora de mil palavras por minuto, tento Tico-Tico no Fubá e Brasileirinho como duas das suas maiores interpretações. Alcançou fama em outros países também.
Noilde Ramalho – Como educadora, Noilde Ramalho fez do seu nome referência na educação potiguar. A Escola Doméstica, criada pelos ideais do Dr. Henrique Castriciano e fundada em 1914 foi exemplo para todo o país. Noilde dirigiu a Escola entre 1945 a 2010.
Augusto Severo – Inventor do Pax, balão dirigível, foi um dos mais importantes aeronautas da história. Mesmo depois do trágico acidente, suas ideias continuaram a influenciar aeronautas e pesquisadores da navegação aérea ao redor do mundo.
Januário Cicco – médico que dedicou sua vida às causas sociais. Idealizador da Maternidade Escola que leva seu nome, Dr. Januário Cicco, foi um humanista que fez do seu ofício a prática do bem ao próximo.

MUDANDO DE CONVERSA…………… Penso que existam pessoas simples e pessoas simplórias. As simples, independentemente da condição financeira, procuram ajudar as pessoas, porque ajudar faz parte do caráter das pessoas simples. As simplórias soltam bravatas de humildade. Se acham simples porque moram em “casébres”, mas renegam trabalhadores simples que choraram quando o Teatro Alberto Maranhão fechou. Aí veio um engravatado cheio de glamour e fez das tripas-coração para ajudar/salvar o cotidiano e a família deles. Penso que as pessoas simples não se voltam apenas às classes ou se orgulham em se dizer classista. Isso fica para os simplórios. As simples olham o todo, olham as pessoas, e nem bradam discursos piegas, populistas, interesseiros. Opiniões classistas são apenas pó ideológico…………… Falar em biografia, saiu a de George Harrison em português! Yes! Mais detalhes AQUI…………… Grupo Estação de Teatro participa do Festival de Teatro Para Infância de Brasília, próxima quarta, no Espaço Invenção Brasileira…………… Rodrigo Lacazz solta a voz em frente ao Bar Astral, de muitíssimas histórias, em Ponta Negra. É nesta sexta, às 16h. De graça…………… O Conexão Elefante Cultural, comandado por Diana Fontes, será lançado próxima terça, às 12h, para convidados e imprensa…………… O site do projeto cultural “Cancioneiro Auta de Souza por Glorinha Oliveira” está no ar. Só clicar AQUI. A ideia é resgatar a memória da poetisa Auta de Souza e sua obra, na voz da grande estrela do rádio Glorinha Oliveira.

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