biopolícia

NÃO ME PEGARAM, AMARRARAM E ENFIARAM A MINHA CABEÇA N’ÁGUA GELADA POR REPETIDAS VEZES; NÃO DERAM CHOQUES EM MINHA GENITÁLIA OU NUMA FERIDA DE BALA QUE EU POR VENTURA TIVESSE; NÃO ESFREGARAM SAL EM MEUS OLHOS; NÃO ESTUPRARAM MINHA MULHER GRÁVIDA EM MINHA FRENTE; NÃO ASSASSINARAM MEUS COMPANHEIROS; NÃO ENFIARAM AGULHAS EM MINHAS UNHAS; NÃO ME ARRANCARAM DENTES A ALICATE; NÃO ME CURRARAM COM UMA MESA DE EVISCERAÇÃO; NÃO ME CHICOTEARAM; NÃO ME LEVARAM À RODA DO DESPEDAÇAMENTO; NÃO ME DEITARAM NO BERÇO DE JUDAS; NÃO ME LEVARAM À DAMA DE FERRO; NÃO ME FURARAM COM O GARFO DO HEREGE; NÃO TOCARAM FOGO EM MIM.

me mataram por dentro

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Laélio Ferreira 23 de fevereiro de 2011 14:51

    VAI PEGAR MAL, SE A MODA VOLTA…

    “O Berço de Judas ou Cadeira de Judas é um instrumento de tortura que consiste num assento com a forma de uma pirâmide, alegadamente utilizado pela Inquisição espanhola.
    A vítima era colocada sobre o assento com a ponta da pirâmide inserida no seu ânus, vagina ou escroto, e então lentamente baixada por cordas ou correntes.”

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  3. carito 23 de fevereiro de 2011 9:39

    ah! diz-graça de mombaça, exp(r)anto, oh! a palavra abusa, palavra tanta, como ainda encanta cazuza:

    “na moda da nova idade média.
    na mídia da novidade média”…

  4. Jarbas Martins 23 de fevereiro de 2011 7:43

    caralho, jota mombaça, você é um pós-concreto: sua poesia é bioverbivocovisual. e augusto duchamps é apenas uma moldura na parede.

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