bip de silenciar uivos

Uma parede branca total
O portal austero azul
só o outro azul pra redimir

Ombros de ferro nos portões
Canhões apontando/ Cristãos
projetéis todos contra mim

Eu, lobo, vadio
entre a margem escura e a clara do lago,
enquanto sendo acossado,
ensaio sinceros abraços
aos bichos irmãos
que foram ensinados a me Perseguir.

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 18 de fevereiro de 2011 16:50

    uivos ruivos ciosos licenciosos

    muito bom, poeta. abs.

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  3. Anne Guimarães 18 de fevereiro de 2011 8:30

    Muito bem, Jota!
    Adorei o título da sua poesia.
    Adorei: “Eu, lobo, vadio entre a margem escura e a clara do lago…”
    O desfecho, verdade do seu “eu” lírico, brilha, quase sacra.
    🙂

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