Blow Up

Por Carlos Gurgel

um dia
as estrelas
belas e efêmeras
celebrarão o curso da vida

e os homens
serpentes de uma estranha fábula
entranham-se pela mata
fortalecidos por seus espelhos e rusgas

loquaz e amiúde
a noite
com seus candelabros e cupins
polvilha tempestades, o cheiro da flor

e entre a flâmula
que ao norte tremula
a gaivota pensa que tudo
é tão visível

porque só aqui
entre enchentes e charcos
o camaleão vive
hóspede de espinhos e porteiras.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Cgurgel 19 de julho de 2012 17:18

    valeu Horácio, Anchieta e Jarbas!!
    Cgurgel

  2. Jarbas Martins 19 de julho de 2012 9:43

    Q um leitor lacaniano de Slajov Zizek me explique o deslocamento mitonímico q se deu: fiz um comentário neste espaço, hoje reservado para o poeta Carlos Gurgel, e foi cair num espaço gótico demais: o cemitério do compositor Ed Laincoln.É de morte. Me explica Oblivion Oliveira.

  3. Anchieta Rolim 19 de julho de 2012 9:42

    Valeu!

  4. horácio oliveira 18 de julho de 2012 18:52

    Beleza!

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