blues do bruto

numa noite como esta
em que o frio entra pela porta
que eu não deixei aberta
nada me resta
senão cheirar a poeira dos meus desafetos,
ouvir o gemido dos meus desamores,
comer o amargo dos meus dissabores,
e correr por aí
silenciosamente, com o sangue fugindo do corpo
e os olhos inundos de lágrima

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Denise Araújo Correia 8 de agosto de 2011 1:35

    Massa esse blues, Mombaça. Digo, poema…

  2. Romana Alves Xavier 22 de julho de 2011 10:37

    Num poema como este em que o frio entra pela porta, o leitor aquece a alma. Parabéns!

  3. horácio oliveira 22 de julho de 2011 8:41

    Mombaça, eu queria ter escrito esse poema.

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