Boa literatura

Por dever de justiça louvo o que tenho lido da nova safra literária do Rio Grande do Norte. De Mossoró, li Folhas de Outono de Francisco Rodrigues da Costa; Licânia de Clauder Arcanjo, Só Rindo de Carlos Santos e um ensaio sobre o cangaço de Kildemir. Ótimos. De Natal, recebi um presente de Chico Moreira: os Dias Estranhos de Rodrigo Levino e a Cega Natureza do Amor de Patrício Júnior. Gostei muito de ambos. E agora estou me deliciando com A Fortaleza dos Vencidos de Nei Leandro de Castro. Nei é, para mim, um dos maiores ficcionistas do Brasil. Como é bom ler bons livros da minha terra. Seu blog é outro ponto de leitura. Não de cultura,porque ponto de cultura é mentira. O único lugar onde a mentira faz bem é na literatura. Ela vira ficção. Na política, a mentira é mãe miséria.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

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