Bogaris & Resedás

Flanando da Ribeira até Touros
a poesia apareceu num barco
à vela e vento e águas em torno
um pescador com o violão e gaita
dedilhava canções esquecidas
soprava como se Veneza estivesse perto
e uma paixão largada nos dias
(calmaria) em onda represada e sal.

Verá a rocha em que o nome do peixe
será tão forte quanto alcunha de pescador
escamas prateadas formarão colar
as chuvas e o arco-íris depois e todo
e tudo e cores que pintarão céu e mar e rio
na chegada no encontro na Redinha amante
corpos nus salgados e cheios de sede
de amor-fornalha a casa à sombra.

Os coqueiros vigiarão à beira das ondas
a fé artesã que burila a pele sempre e desenha
tatuagens sutis no olho e no lábio
espalhando flores em areias tropicais
a onda carregando oferta e o retorno
a refazer caminho horizontal e o dito
percurso novo sentimento a invadir
inaugurando êxtase em brisas ardentes.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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